Amigos de Adriana Villela

30/06/2012

Jornais amarelam, jornalistas não! – TT Catalão, Revista MeiaUm

Filed under: Notícias,Para Refletir — by amigosdeadrianavillela @ 12:13

 

Jornais amarelam, jornalistas não!
TT Catalão

Publicado em Meia Um, Jun.2012, n.14 

 

Nem tudo o que está impresso é jornal, pode ser só tinta borrada de omissão

Texto TT Catalão ttcatalao@gmail.com

A luz queima as folhas daquela edição histórica. O papel do jornalista, hoje, não é só papel. Novos suportes pedem outras narrativas que utilizam diferentes linguagens. Mas a base é uma só (como cantou Tom a letra de Newton Mendonça): crédito se refaz com simples reposição de grana, já a credibilidade exige cultivo diário e coerência permanente. Para contar a história do jornalismo em e de Brasília ainda não surgiu uma obra com a disposição de mexer nas relações do e com os poderes.

A promiscuidade entre fonte e jornalista sempre resulta no plantio da manchete (que até não deixa de ser verdadeira) tratada, desidratada, embalada, para atingir alvos específicos sem ferir o pacto sombrio entre quem ofereceu o furo e quem o trabalha nos devidos fins. Brasília eternizou a frase “não existe almoço grátis” e “aqui, no poder, não há relação entre pessoas, mas entre cargos e cacifes”. Isso gerou uma tensão contínua entre quem tenta ser independente e o quanto se perde o emprego pela tentativa. Honrada, sempre.

A “parada de fracassos” dos movimentos autônomos da capital em busca de uma imprensa realmente digna da sua missão já tem mais história que reflexão produzida sobre essa trajetória. Não precisa ser uma disciplina na faculdade. Nem virar tese robusta para uma enciclopédia. Bastaria, talvez, um pouquinho de senso provocador para tentar alinhar os períodos da imprensa dita brasiliense ou feita no território da capital para descobrirmos importantes pistas na própria história do jornalismo nacional. É um local complexo este aqui. Coberturas nacionais e locais tendem a distinguir e dividir profissionais como se um fosso (principalmente salarial) delimitasse a competência com base na projeção externa ou interna.

Há um óbvio trânsito diferente na estratégia, na formação e no desempenho de quem atua para dentro ou para fora, mas há um só organismo permeando a mobilidade e o tônus desse profissional: a própria cidade. E no fundo essencial sempre haverá um só jornalismo. Fora desse contexto não podemos nem catalogar o “mau jornalismo”, pois se ocorre a perda da essência no sentido de um serviço comprometido com a busca da verdade, nem jornalismo é, vira um negócio ou uma jogatina como outra qualquer.

Creio que a última tentativa mais organizada de tocar na tal complexidade foi com a publicação Jornalismo de Brasília: impressões e vivências, coordenada pelo Sindicato de Jornalistas Profissionais em 1993. Uma capinha horrível (marrom para provocar a imprensa da mesma cor), mas de uma pulsação, digamos, romântica, que é a marca dos anos mais febris da cidade na política e na cultura. Publicado como ensaios, sem nenhum rigor acadêmico, o trabalho revisto hoje dá pistas (oferece um pré-roteiro) da tal complexidade não só de um jornalismo feito a partir de uma Brasília (e suas pautas, geralmente clichês do que se possa entender como “coisa de Brasília”) e um jornalismo feito com a linguagem de quem assumiu a mestiçagem do conviver com as muitas Brasílias. E aí não pode faltar o choque cultural do nosso caldeirão antropófago.

Confesso que fui remetido ao tema não por nostalgia ou esclerose emotiva, mas pela evidência simples de que não estamos pensando no que fazemos. E assim repetimos, como farsa, o que não deveríamos. Perdemos a autocrítica e alimentamos fantasminhas nada camaradas para criarmos muros e guetos entre gerações como se estivéssemos em trincheiras opostas ou a existência de um talento fosse ameaça ao nascimento de outro. Tudo isso foi provocado durante a cerimônia de sepultamento do jornalista Fernando Lemos e por ver que havia uma trajetória muito original entre os protagonistas desse processo, idêntico ao processo da construção física da cidade (pelo brutal trabalho do candango): enquanto se faz, a gente se constrói. Talvez por isso que a cidadania só se dá a quem se doa.

Fernando, entre todas as contradições naturais e inerentes do humano, provocou alguns momentos com grande chance de servir para marcas distintas do jornalismo brasiliense em diversos períodos. Principalmente por estar profundamente envolvido nos caminhos do Correio Braziliense, não há como excluí-lo de um estudo sobre o tema. Acordei para o livro do Sindicato ao perceber que os temas foram ambiciosos (bem tratados até, pela velocidade pressionadora da reportagem) sem discriminar o nacional do local.

Em 1993 tínhamos uma diretoria com Chico Sant’Anna, Carlos Magno, Fátima Xavier, Jacira Silva, Alexandre Marinho, Marizete Mundim, entre outros. A introdução é daquele que nos devolveu dignidade por ser raiz praticante de tudo que escrevia: nosso Castelinho, Carlos Castello Branco. A revisão e formatação ficaram com o Doyle, e os temas esticaram o arco da abrangência generosa pela ética, o oficial propriamente dito, formação acadêmica, sucursais, jornais desaparecidos (memória), charges e humor, fotojornalismo (grande marca do olhar que pensa), radiojornalismo, telejornalismo, os alternativos (era o termo da época para os que desafiavam o mercadão), o jornalismo sindical, o império dos releases na relação com o poder, o Pacotão (o germe panfletário de luta e prazer da chamada “catigoria”), a história e o papel proativo do Sindicato na construção das tais lutas democráticas e o Jornal de Brasília e o Correio Braziliense pelo peso institucional dessas duas empresas na cidade.

Evidente que as novas relações e a própria dinâmica da história e seus reflexos no fazer jornalístico exigiriam inúmeros focos para continuar essa narrativa. Senti na pele (com imensa honra), por exemplo, dois saltos estéticos e conceituais do Correio Braziliense que já provocariam um capítulo (daí a reflexão que a morte de Fernando instigou): a fase Oliveira Bastos-Fernando Lemos e a fase Noblat-Chiquinho Amaral. Exatamente pelo viés da “desprezada” Cultura, o jornalismo também foi trabalhado como linguagem e estética. E ousadamente, às vezes, criava fatores entre polêmicas e acontecimentos para interferir na cidade e não apenas “cobri-la”. Considerava-se, até como pejorativo, o ser do Caderno 2 como um jornalista de amenidades e entretenimento eventual, “de segunda”. No entanto foi pela reinvenção cultural que os dois saltos muito colaboraram no conjunto das práticas, óbvio, sem abandonar as técnicas clássicas.

Nas atuais fronteiras movediças de redação, diagramação ou design gráfico, mídia impressa, eletrônica, comunitária, expressão individual de blogs e a convergência de tantos suportes, a história do jornalismo feito em Brasília terá outra pauta e outros atores. Mas a base é uma só: nem tudo o que está impresso é jornal, pode ser só tinta borrada de omissão; nem tudo que é clean ou criativozinho é design, é preciso intercorrências concretas entre forma e conteúdo; nem tudo que é messiânico e “puro” vai transformar a sociedade se os discursos não estiverem emprenhados de atitudes comprometidas na vida. Daí que poderíamos retomar a publicação de 1993 (sem louvação imobilizadora do passado) e rever o quadro, agora. Porque um texto medíocre sempre será terrível em papel paupérrimo ou em CD-ROM; uma imagem vazia sempre não dirá nada, apenas enchendo de narcose o hiperespaço de ruído e cor, mesmo em alta definição e assim vai… não existe mau jornalismo. Se não for bom, nem jornalismo é. Boa viagem, Fernando.

Disponível em: http://www.meiaum.com.br/noticias.php?id=219, acesso em 30/06/2012.

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31/05/2012

Sugestão de pesquisa acadêmica, de Eliane Brum

Uma linha de investigação interessante para um livro ou uma pesquisa acadêmica seria entender como a cultura da violência e a relação de promiscuidade de parte dos jornalistas de polícia com os aparatos de repressão da ditadura manteve-se e encontrou novas expressões a partir da retomada da democracia. (ELIANE BRUM – 28/05/2012 10h07 – Atualizado em 29/05/2012 08h09)

 

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/05/imprensa-que-estupra-parte-3.html, acesso em 30/05/2012

 

Ministério Público do DF denuncia sete pessoas por envolvimento no crime da 113 Sul

Filed under: Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 1:45

O Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial e o Núcleo de Combate à Tortura, no último dia 10 de maio, ofereceu denúncia contra sete pessoas envolvidas nas investigações que tinham por objetivo elucidar os autores do triplo homicídio da 113 Sul

 

O crime foi praticado contra o ex-Ministro do Tribunal Superior Eleitoral e advogado José Guilherme Villela, sua esposa, a advogada Maria Villela e a governanta do casal, Francisca Nascimento da Silva.

 

Os denunciados e os crimes são:

 

1) Martha Geny Vargas Borraz, por falsidade ideológica (três vezes), fraude processual, denunciação caluniosa (três vezes), violação de sigilo funcional qualificado (17 vezes) e prática de tortura (três vezes);

 

2) José Augusto Alves, por fraude processual, denunciação caluniosa e prática de tortura (três vezes).

 

3) Flávio Teodoro da Silva, por prática de tortura (três vezes).

 

4) Rosa Maria Jaques, auto intitulada “vidente”, e seu marido, João Tocchetto de Oliveira, por denunciação caluniosa.

 

5) Guiomar Barbosa da Cunha e José Ailton Barbosa da Cunha, por falso testemunho.

 

Ao receber a denúncia, que conta com 60 páginas e descreve a conduta criminosa de todos os denunciados, o Juízo da 6ª Vara Criminal, a pedido do Ministério Público, levantou o segredo de justiça que havia sido decretado.

 

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

Disponível em:  Disponível em, http://www.clipex.com.br/clippings/cl0598/Conamp_LINK_250512.htm#conteudo9, acesso em 30/05/2012, acesso em 30/05/2012

REFLEXÃO NECESSÁRIA de Eliane Brum: A imprensa que estupra

A imprensa que estupra

ELIANE BRUM – 28/05/2012 10h07 – Atualizado em 29/05/2012 08h09

A repórter que condenou e humilhou um suspeito não é exceção. O episódio mostra a conivência histórica entre parte da imprensa, da polícia e do sistema penitenciário na violação dos direitos de presos pobres (ou presos e pobres).

(…) Na semana passada, os responsáveis pela condenação e humilhação públicas de um suspeito negro, pobre e analfabeto descobriram que os jornalistas não estão acima da lei. Enfim, uma boa notícia. 

Leia a reflexão completa na Revista Época:

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/05/imprensa-que-estupra-parte-1.html


http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/05/imprensa-que-estupra-parte-2.html


http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/05/imprensa-que-estupra-parte-3.html, acesso em 30/05/2012

 

04/03/2012

Apuração do assassinato dos Villela sofre nova reviravolta

Filed under: Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 15:14

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,apuracao-do-assassinato-dos-villela-sofre-nova-reviravolta-,837325,0.htm

Laudo do Instituto de Criminalística diz que única prova material que ligaria filha de ministro à cena do crime é nula

17 de fevereiro de 2012 | 19h 57
 
Vannildo Mendes – O Estado de São Paulo

 Um laudo de vinte páginas, produzido pelo Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil, jogou por terra a única prova material que ligaria a arquiteta Adriana Villela ao assassinato do pai, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela. Assinado por quatro peritos, o laudo, encomendado pelo Tribunal do Júri de Brasília, diz que é nula, por total inconsistência técnica, a perícia oficial do Instituto de Identificação (II), que colocava a arquiteta junto com os assassinos na cena do crime.

Veja também:
link Delegada é acusada de pressionar réu no caso Villela
link Polícia pede prisão da filha de ex-ministro Villela e delegada do caso
link Filha é suspeita em morte de ministro

Segundo a perícia do II, digitais da arquiteta colhidas pela polícia teriam datação entre 26 e 30 de agosto de 2009. Villela foi morto em casa junto com a mulher, Maria e a empregada do casal, Francisca Nascimento, em 28 de agosto de 2009. Eles receberam 73 facadas. A contraprova do IC, à qual o Estado teve acesso, diz que o método de datação usado “é experimental, não aceito legalmente como técnica forense e está eivado de vícios e inconsistências”, não servindo como prova.

O documento é taxativo: “Os peritos concluem que (…) o trabalho realizado pelo II não possui sustentação técnico-científica suficiente para tecer conclusões a respeito da idade do fragmento de impressão papiloscópica questionado”, atesta. Segundo o IC, há na metodologia do primeiro laudo “deficiências e dados inconsistentes” com a escala e precisão dos equipamentos utilizados. “Ainda não há metodologia capaz de determinar de forma razoável a idade de impressões”.

Para a defesa da arquiteta, não houve surpresa. “Eu sempre desconfiei que não passava de uma farsa para esconder a incompetência da polícia em desvendar o crime”, afirmou o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakai. “Houve má fé e indução ao erro no primeiro laudo”, enfatizou. Adriana admitiu ter estado na casa dos pais antes do dia 13 de agosto, não na data indicada pela perícia do II.

Kakai pediu rigorosa investigação da Justiça por acreditar que a delegacia encarregada do inquérito, a Coordenação de Investigação dos Crimes Contra a Vida (Corvida), interferiu dolosamente na produção de provas para confirmar a qualquer custo a tese de que Adriana é mandante da morte dos pais. A Defensoria Pública também pediu a investigação do caso, que será analisada pelo Tribunal do Júri.

O promotor de Justiça, Maurício Miranda, que denunciou Adriana à Justiça como mandante do crime, não se deu por satisfeito e pedirá explicações à Direção Geral da polícia. Ele admitiu que houve falhas no inquérito e que, ao final da fase de instrução do processo, vai reabrir as investigações para esclarecer dúvidas e indiciar outros possíveis cúmplices do crime, até agora de fora.

Segundo ele, a direção da polícia errou ao mandar fazer a contraprova no IC e alega que a defesa tira proveito dessa contradição para favorecer Adriana. “Ela estava na cena do crime e há fortes evidências de que mandou matar os pais porque tinha motivação financeira”, garantiu o promotor.

Marcado por uma sucessão de erros de investigação, o processo está em fase final de instrução no Tribunal do Júri. Além de Adriana, acusada de mandante, figuram como réus três autores materiais: Leonardo Campos Alves, ex-porteiro do prédio onde o casal vivia, seu sobrinho Paulo Cardoso Santana e um cúmplice, Francisco Mairlon Aguiar, que teriam dado as facadas nas vítimas. No início, eles alegaram que mataram para roubar, mas depois passaram a implicar a filha do casal.

Em 30 meses de idas e vindas, foram presas 14 pessoas, dez delas soltas por falta de provas. Acusados foram torturados para confessar culpa e até uma chave do apartamento do casal assassinado foi “plantada” na casa de inocentes para fabricar culpados. Até uma vidente foi incluída nos autos, com supostas mensagens psicografadas do ex-ministro apontando os criminosos. Adriana chegou a ser presa duas vezes e responde ao processo em liberdade.

Em depoimento prestado hoje, a delegada Deborah Menezes, que chegou aos criminosos ao seguir por conta própria uma pista passada por um ex-detento, disse que não tem como assegurar se Adriana está ou não envolvida no crime, porque ficou pouco tempo no caso e foi afastada pela direção da Polícia. Mas revelou que interrogou várias vezes Leonardo, que lhe garantiu se tratar de latrocínio.

“Cansei de perguntar se havia mandante e ele sempre disse que não”, relatou a delegada. Ela disse que citou nominalmente Adriana, indagando se ela esteve na cena do crime, ao que o criminoso respondeu: “Se ela entrasse lá, eu a mataria do mesmo jeito, porque ela é arrogante e atrevida”.

Depoimentos de peritos que fizeram a coleta de impressões no dia 31 de agosto de 2009, quando os corpos foram achados, já haviam revelado que, por “barbeiragem” de um iniciante, digitais colhidas na portaria foram misturadas indevidamente com as colhidas dentro do apartamento.

Tópicos: Violência, DF

Uma Novela Policial Mexicana, Carta Capital, 26/02/2012

Filed under: Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 14:20

2012-02-26 Crime+da+113+Sul120226[1] – carta capital

Por Cynara Menezes, A última reviravolta no processo do assassinato do advogado José Guilherme Villela

Leia na Carta Capital de 29/02/2012, páginas 24 e 26

 

02/03/2012

Morte do EX-ministro do TSE ainda é um “mistério” para a polícia, Jornal da Record

Filed under: Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 21:53

 

Publicado em 02/03/2112, 21:53

http://noticias.r7.com/videos/morte-do-ex-ministro-do-tse-ainda-e-um-misterio-para-a-policia/idmedia/4f515f1192bb58cf1fdf7cc0.html

Única “prova” que incriminava Adriana considerada inexistente. A verdade tarda, mas não falha! Graças a Deus.
 

Laudo derruba prova que incriminava Adriana Villela, Jornal da Record

Filed under: Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 16:38
A bem vinda reportagem trata de dois assuntos diferentes, justapostos, dando margem a interpretações ambiguas.
 
http://videos.r7.com/laudo-derruba-prova-que-incriminava-adriana-villela-em-caso-de-homicidio/idmedia/4f511c54b51a866fcdc63ae7.html
publicado em 02/03/2012 às 16h38Só para esclarecer, que a responsável pelo inquérito na Corvida, a delegada Mabel, é que ainda deve responder pela “produção” do laudo que… tentava incriminar Adriana – se deus quiser e o diabo deixar. Esse assunto ainda não foi investigado pela Corregedoria, apesar das diversas denúncias de suspeição da delegada que foram apresentadas pela defesa de Adriana e pela própria OABDF em dez.2010. Agora, com esse novo laudo do IC, que mostra que nossas alegações eram de fato procedentes, esperamos pela devida e imediata apuração da manobra perversa da delegada Mabel, na tentativa de produzir falsas provas contra Adriana.

A filha do casal é uma vítima do crime contra seus pais e Francisca, junto com sua família e amigos. De nenhuma forma interessada nele, como a Corvida e o MP em ampla campanha pública de calúnia e difamação, num perverso e inadimissível conluio com os verdadeiros assassinos, tentam fazer parecer a fim de encobrir os diversos erros e os abusos cometidos pelos investigadores.

A delegada Marta responde pela chave que apareceu ainda em 2009 como “primeira prova material do crime” tentando incriminar outro inocente. Ela não tem nada a ver com produção do Laudo de datação das digitais de Adriana, que foi questionado pelo novo documento do Instituto de Criminalistica.

Após quase três anos, ainda temos esperança de que o Governo do Distrito Federal resolva investigar devidamente o caso e esclarecer a população, em vez de tentar produzir um arremedo de esclarecimento como o que foi produzido, com danos para todos nós? Pelo menos dois dos assassinos estão aí, confessos, aparentemente ainda ocultando parte do que aconteceu e seus verdadeiros comparsas e motivações (ainda pairam dúvidas sobre a forma de participação do terceiro acusado, o Mairlon, incluído por Leonardo e Paulo na cena do crime, após a misteriosa alteração dos depoimentos que passou a afimrar uma falsa versão de mandante, em vez da real motivação própria). Isso, porque a polícia da Corvida os utilizou para tentar encobrir os diversos equívocos graves por ela cometidos e ainda em curso, na forma de calúnia e difamação pública, resultando num processo cheio de vícios e manipulações.

Quando é que essa máquina de produzir falsas provas e falsos culpados vai parar?

18/02/2012

Defesa de Adriana Villela apresenta laudo e questiona trabalho da PCDF

Filed under: Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 2:08

Kelly Almeida

Publicação: 17/02/2012 13:17 Atualização: 17/02/2012 13:36

A defesa da arquiteta Adriana Villela apresentou nesta sexta-feira (17/2), durante a nona audiência de instrução do triplo homicídio da 113 Sul, um laudo do Instituto de Criminalística (IC), que questiona o resultado elaborado pelo Instituto de Identificação (II), em 2010, em que teria sido encontrada a palmar da filha do casal assassinado em um dos armários da casa.

O documento, preparado a pedido do juiz Fábio Francisco Esteves, descarta impressões decorrentes de toques inadequados, conforme havia sido elaborado pelo Instituto de Identificação. Mas, ainda segundo a conclusão do IC, não há como determinar como a impressão palmar foi depositada na cena do crime, isto é, se foi apenas um leve toque, se a pessoa se apoiou no armário, se suava excessivamente, se tinha acabado de lavar as mãos ou se manipulou algum objeto contaminado por outras substâncias.

Na conclusão dos peritos, o resultado do II não possui sustentação técnico-científica capaz de determinar a idade da impressão que teria sido colhida no apartamento onde aconteceu o crime.

A defesa da arquiteta alega ainda que essa impressão encontrada não seria do armário da casa, mas sim da guarita do prédio onde os pais dela moravam. Os advogados disseram também que localizaram emails repassados por Adriana Villela às 21h17 do dia do crime e ela estaria em casa e não na cena do crime, como aponta a acusação.

 

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/02/17/interna_cidadesdf,290239/defesa-de-adriana-villela-apresenta-laudo-e-questiona-trabalho-da-pcdf.shtml, acesso em 17/02/2012.

 

OBS IMPORTANTE!

O laudo não foi apresentado pela defesa de Adriana Villela, como erronaemente afirma a reportagem. Foi solicitado pelo próprio juiz, após ouvir os depoimentos que diariamente denunciam a fraude produzida pela Corvida, especialmente em relação a esse exame experimental, que pretendia ser capaz de provar o que nunca aconteceu.

Conforme afirmam todos os técnicos que conhecem o assunto, é impossível precisar o que os investigadores quizeram afirmar no laudo do II, que nem é competente para elaborar esse tipo de laudo. E ainda, não existe exame capaz de dizer quando uma impressão digital foi produzida, com essa precisão. Ainda por cima, não foi isso o que aconteceu realmente: Adriana não esteve lá no dia do crime, nem tinha interesse na morte de seus pais, como a Corvida e o MP insistem em fazer a população erroneamente crer.

Fica a questão que não quer calar, assustando os cidadão de bem dessa cidade: que tipo de motivação ainda sustenta a farsa montada pela Corvida e a denúncia do MP nesse caso? Qual seria o interesse deles? Apenas encobrir os graves erros cometidos contra as própria vítimas do crime?

Parece pouco para justificar tanta crueldade… mas parece que é isso mesmo: motivo fútil e torpe, denunciando completa falta de compromisso com a verdade e com o interesse público destes agentes públicos, investidos de um poder tremendo, muito, muito mal utilizado.

Apuração do assassinato dos Villela sofre nova reviravolta

Filed under: Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 1:55

Laudo do Instituto de Criminalística diz que única prova material que ligaria filha de ministro à cena do crime é nula

17 de fevereiro de 2012 | 19h 57

Vannildo Mendes – O Estado de São Paulo

Um laudo de vinte páginas, produzido pelo Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil, jogou por terra a única prova material que ligaria a arquiteta Adriana Villela ao assassinato do pai, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela. Assinado por quatro peritos, o laudo, encomendado pelo Tribunal do Júri de Brasília, diz que é nula, por total inconsistência técnica, a perícia oficial do Instituto de Identificação (II), que colocava a arquiteta junto com os assassinos na cena do crime.

Veja também:Delegada é acusada de pressionar réu no caso VillelaPolícia pede prisão da filha de ex-ministro Villela e delegada do casoFilha é suspeita em morte de ministro

Segundo a perícia do II, digitais da arquiteta colhidas pela polícia teriam datação entre 26 e 30 de agosto de 2009. Villela foi morto em casa junto com a mulher, Maria e a empregada do casal, Francisca Nascimento, em 28 de agosto de 2009. Eles receberam 73 facadas. A contraprova do IC, à qual o Estado teve acesso, diz que o método de datação usado “é experimental, não aceito legalmente como técnica forense e está eivado de vícios e inconsistências”, não servindo como prova.

O documento é taxativo: “Os peritos concluem que (…) o trabalho realizado pelo II não possui sustentação técnico-científica suficiente para tecer conclusões a respeito da idade do fragmento de impressão papiloscópica questionado”, atesta. Segundo o IC, há na metodologia do primeiro laudo “deficiências e dados inconsistentes” com a escala e precisão dos equipamentos utilizados. “Ainda não há metodologia capaz de determinar de forma razoável a idade de impressões”.

Para a defesa da arquiteta, não houve surpresa. “Eu sempre desconfiei que não passava de uma farsa para esconder a incompetência da polícia em desvendar o crime”, afirmou o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakai. “Houve má fé e indução ao erro no primeiro laudo”, enfatizou. Adriana admitiu ter estado na casa dos pais antes do dia 13 de agosto, não na data indicada pela perícia do II.

Kakai pediu rigorosa investigação da Justiça por acreditar que a delegacia encarregada do inquérito, a Coordenação de Investigação dos Crimes Contra a Vida (Corvida), interferiu dolosamente na produção de provas para confirmar a qualquer custo a tese de que Adriana é mandante da morte dos pais. A Defensoria Pública também pediu a investigação do caso, que será analisada pelo Tribunal do Júri.

O promotor de Justiça, Maurício Miranda, que denunciou Adriana à Justiça como mandante do crime, não se deu por satisfeito e pedirá explicações à Direção Geral da polícia. Ele admitiu que houve falhas no inquérito e que, ao final da fase de instrução do processo, vai reabrir as investigações para esclarecer dúvidas e indiciar outros possíveis cúmplices do crime, até agora de fora.

Segundo ele, a direção da polícia errou ao mandar fazer a contraprova no IC e alega que a defesa tira proveito dessa contradição para favorecer Adriana. “Ela estava na cena do crime e há fortes evidências de que mandou matar os pais porque tinha motivação financeira”, garantiu o promotor.

Marcado por uma sucessão de erros de investigação, o processo está em fase final de instrução no Tribunal do Júri. Além de Adriana, acusada de mandante, figuram como réus três autores materiais: Leonardo Campos Alves, ex-porteiro do prédio onde o casal vivia, seu sobrinho Paulo Cardoso Santana e um cúmplice, Francisco Mairlon Aguiar, que teriam dado as facadas nas vítimas. No início, eles alegaram que mataram para roubar, mas depois passaram a implicar a filha do casal.

Em 30 meses de idas e vindas, foram presas 14 pessoas, dez delas soltas por falta de provas. Acusados foram torturados para confessar culpa e até uma chave do apartamento do casal assassinado foi “plantada” na casa de inocentes para fabricar culpados. Até uma vidente foi incluída nos autos, com supostas mensagens psicografadas do ex-ministro apontando os criminosos. Adriana chegou a ser presa duas vezes e responde ao processo em liberdade.

Em depoimento prestado hoje, a delegada Deborah Menezes, que chegou aos criminosos ao seguir por conta própria uma pista passada por um ex-detento, disse que não tem como assegurar se Adriana está ou não envolvida no crime, porque ficou pouco tempo no caso e foi afastada pela direção da Polícia. Mas revelou que interrogou várias vezes Leonardo, que lhe garantiu se tratar de latrocínio.

“Cansei de perguntar se havia mandante e ele sempre disse que não”, relatou a delegada. Ela disse que citou nominalmente Adriana, indagando se ela esteve na cena do crime, ao que o criminoso respondeu: “Se ela entrasse lá, eu a mataria do mesmo jeito, porque ela é arrogante e atrevida”.

Depoimentos de peritos que fizeram a coleta de impressões no dia 31 de agosto de 2009, quando os corpos foram achados, já haviam revelado que, por “barbeiragem” de um iniciante, digitais colhidas na portaria foram misturadas indevidamente com as colhidas dentro do apartamento.

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,apuracao-do-assassinato-dos-villela-sofre-nova-reviravolta-,837325,0.htm, acesso em 17/02/2012.

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