Amigos de Adriana Villela

24/11/2011

Manifestação Familiar Pública em Defesa de Adriana – da Família Barberino Mendes, 18/11/2011

Filed under: Defesa,Depoimentos,Manifesto,Sobre a família — by amigosdeadrianavillela @ 20:25

2011-11-18 Manifestação familiar – documento editado para publicação (1)

Documento lido por Marcus Barberino Mendes, sobrinho de Maria Carvalho Mendes Villela e primo de Adriana, em 18/11/2011, nas Audiências de Instrução do processo, em que atua como Testemunha de Defesa, em nome de toda a família de Barberino Mendes, que, junto com a família Villela, têm sofrido com as acusações infundadas contra Adriana Villela e a falta de clareza no esclarecimento do que de fato aconteceu com nossos saudosos parentes e amiga:

Manifestação familiar pública em defesa de Adriana Villela

A família de Maria Carvalho Mendes Villela vem a público declarar seu apoio, solidariedade e confiança absoluta em Adriana Villela e na sua total inocência em relação à tragédia que vitimou seus pais, José Guilherme Villela, Maria Carvalho Mendes Villela e a empregada doméstica, Francisca Nascimento da Silva.

Repudiamos, veementemente, qualquer acusação de envolvimeto de Adriana com esses crimes bárbaros. Adriana é uma pessoa íntegra, detentora de princípios morais inquestionáveis, filha amorosa e com excelente relacionamento com toda a sua família. A morte dessas pessoas tão amadas por todos traz, ao lado do profundo sofrimento, o desejo de que seja feita justiça plena e o devido esclarecimento da verdade; não a construção de acusação infundada contra inocentes que, com uma falsa solução, tenta atender a uma pressão da sociedade, em detrimento do interesse público pelo real esclarecimento do caso.

A temerária atuação dos responsáveis pelas investigações deste crime afronta o estado de direito, fere os princípios da cidadania, da coexistência pacífica e da relação interpessoal, em que o amor prevaleça como valor maior em nossas vidas.

Reiteramos a nossa crença nas instituições brasileiras e esperamos que as autoridades à frente do feito persigam a verdade real dos fatos, atuando de forma imparcial e justa, não se olvidando que a verdadeira justiça a Maria Carvalho Mendes Villela, José Guilherme Villela e Francisca Nascimento da Silva pressupõe que os verdadeiros culpados sejam, sob o rigor da lei, efetivamente punidos.

Salvador/Brasília, 1º de novembro de 2011

Augusto Villela – Irmão de Adriana Villela

Carolina Villela Perche – Filha de Adriana Villela

João Luiz Barberino Mendes – Irmão de Maria Carvalho Mendes Villela

Célia Barberino Mendes Senna – Irmã de Maria Carvalho Mendes Villela

Mirian Mendes Mattos – Irmã de Maria Carvalho Mendes Villela

Valdemar Barberino Lago – Tio de Maria Carvalho Mendes Villela

Odorico Barberino Lago – Tio de Maria Carvalho Mendes Villela

Ricardo José Menezes Barberino Mendes – Primo de Adriana Villela

Kristian Menezes Barberino Mendes – Primo de Adriana Villela

Kristine Menezes Barberino Mendes – Prima de Adriana Villela

Max Mendes Mattos – Primo de Adriana Villela

Mônica Mendes Mattos – Prima de Adriana Villela

Tatiana Mendes Senna – Prima de Adriana Villela

Vladimir Mendes Senna – Primo de Adriana Villela

Luciana Mendes Senna – Prima de Adriana Villela

Regina Vera Menezes Lago – Prima de Adriana Villela

Marluce Cerqueira Carvalho – Prima de Adriana Villela

Márcia Mendes Mattos – Prima de Adriana Villela

Marcus Menezes Barberino Mendes – Primo de Adriana Villela

Sérgio Carvalho Mesquita – Primo de Adriana Villela

Marinaldo Carvalho – Primo de Adriana Villela

Eduardo Mesquita – Primo de Adriana Villela

Marcos Carvalho – Primo de Adriana Villela

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31/08/2011

Manifesto dos Amigos da Família Villela

Filed under: Manifesto — by amigosdeadrianavillela @ 22:09

A pior das atitudes é a indiferença. Dizer: se nada posso, por isso nada faço.

Comportando-se dessa maneira, perdemos um dos componentes essenciais que fazem o humano: a faculdade de indignar-se e o engajamento, que é a sua consequência.

Dois anos após o assassinato de Francisca, Maria e José Guilherme, a Polícia do DF tem detidos os assassinos confessos, os quais, publicamente, no primeiro momento, isentaram Adriana de qualquer participação, como sempre soubemos, mas os agentes do Estado, despidos da nobreza de reconhecerem o imenso erro, persistem em apontá-la como mandante e até mesmo como co-autora dos bárbaros homicídios.

Esse suplício haverá de terminar, a nossa Polícia não é intocável, ela erra, ela pode ser também movida pelo ódio, como se vê nesse caso, em que agentes policiais, para fazer valer a mentira sobre Adriana, não apresentam a prova, que dizem ter, nem mesmo indícios (sabidamente não existentes), de uma inocorrente ligação dela com os assassinos confessos, impedindo, dessa maneira, o prosseguimento e a conclusão desse espetáculo tão aviltante para ela e para todos nós, que sofremos com a injustiça perversa. A presença da OAB/DF, a pedido do irmão e da filha de Adriana, e do INSTITUTO DOS ADVOGADOS DO DISTRITO FEDERAL, constitui a garantia de que a ordem jurídica não será violada. Temos absoluta confiança na atuação isenta das gloriosas instituições dos advogados e juristas brasilienses.

Se uma paixão nos move, é a paixão da luz em nome da humanidade. A indignação dos amigos da Família Villela, descrita e referendada por centenas de assinaturas, no site www.observatoriodedefesa.com.br, é o grito de nossa alma, inconformada com o silêncio covarde e com as mentiras oficiais que saem dos porões das Delegacias.

É imperioso que a luz projetada sobre os policiais e promotores em N.York, que tiveram a dignidade de reconhecer o erro, no caso Strauss-Kahn, projete-se, por igual, em nossos policiais e promotores, para que venham a reconhecer o erro gravíssimo que estão cometendo contra Adriana.

Vamos dar um basta!

Amigos da família Villela

20/12/2010

Assine Manifesto de Apoio!

Filed under: Manifesto — by amigosdeadrianavillela @ 2:24

Adesão em formulário on-line já está disponível no site:

http://www.observatoriodedefesa.com.br

Até dia 19/dez. contabilizamos 239 assinaturas, sendo que 185 manualmente. Seguimos com a coleta.

Se vc assinou documento manual, solicitamos que se cadastre tb no site.
Estamos atualizando o cadastro e vc pode ajudar. O formulário não permitirá duplicação.

Agradecemos apoio.

Fotos do Manifesto de Apoio no Martinica, dia 14 dez. – Zuleika

Filed under: Manifesto — by amigosdeadrianavillela @ 2:02

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17/12/2010

Já temos 224 assinaturas!

Filed under: Manifesto,Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 23:12

Já contabilizamos 224 assinaturas.
Seguimos com a coleta.
Desde já agradecemos apoio.

Adesão em formulário on-line estará disponível a partir de segunda-feira, dia 19dez.

http://www.observatoriodedefesa.com.br

16/12/2010

Já somamos 196 assinaturas!

Filed under: Manifesto,Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 5:05

Dois dias de coleta e já temos um total de 196 assinaturas.
Seguimos com a coleta de assinaturas.
Desde já agradecemos expressivo apoio.

Em breve adesões por meio de formulario on-line
disponível a partir de segunda-feira, dia 19dez.
http://www.observatoriodedefesa.com.br

15/12/2010

ABAIXO ASSINADO – amigos de adriana villela

Filed under: Manifesto — by amigosdeadrianavillela @ 15:51

Para quem ainda não assinou nosso abaixo assinado, disponibilizaremos versão eletronica a partir de amanha em nosso novo portal de noticias:

http://www.observatoriodedefesa.com.br

Como haverá audiência publica na câmara dos deputados amanha de manha e queremos levar o maior número de assinaturas possível, sugerimos responder este email com os dados nome rg e email q anexaremos provisioriamente a petição.

Agradecemos seu apoio
amigosdeadrianavillela.wordpress.com

ABAIXO ASSINADO

Nós, amigos de Adriana Villela e familiares, solicitamos uma justa e idonea apuração das circunstâncias que vitimaram seus pais, José Guilherme e Maria Villela, e a funcionária da família, Francisca Nascimento da Silva, em agosto de 2009.

Desde que assumiu o inquérito, a Corvida deixou de lado todas as linhas de investigação não exploradas e, na ausência de fundadas razões para isso, elegeu Adriana Villela como principal suspeita do atentado à vida de seus pais e da funcionária da familia.

Consideramos arbitrárias as medidas tomadas até o momento pela Corvida, por seguir a linha de precipitada suspeita contra Adriana. Além do sofrimento pela perda dos pais, Adriana sofre o constrangimento de atender o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua casa, em casa de familiares e de amigos; cumprimento de prisão temporária; indiciamento de cinco pessoas e o oferecimento de denúncia apenas contra ela, pelo Ministério Publico, e acolhido pelo Tribunal do Juri. Tudo isso, de forma arbitrária e temerária, na ausência de esclarecimento dos fatos declarados e de provas do suposto envolvimento alegado pelo relatório do inquérito policial, que inverte o ônus da prova. Ignoram principios basilares do Direito, de presunção de inocência. Ao invés de provarem sua participação, presumem sua culpa, baseado em ilações e interpretações absurdas, dissociadas dos fatos vividos e acontecidos. Indiciam-na, obrigando-a a provar sua inocência. E, depois da prisão dos verdadeiros culpados, modificam seus depoimentos, de forma a fazer prevalecer versão falsa anteriormente sustentada de que ela fosse culpada.

Repudiamos a ação da Corvida e do Ministério Público. Pedimos o imediato afastamento das autoridades responsáveis pelas investigações e a transferência do caso para a Polícia Federal. A Polícia Federal, distanciada do caso, seguramente, tem condições de fazer a apuração recuperando as linhas de investigação não exploradas e abandonadas. A atuação da Polícia Civil, por motivos não explicados, sumiu com gravações essenciais para a elucidação do caso. Praticou tortura psicológica e indução de depoimentos e outras negligências desde o início do inquérito, levando a família a mais sofrimento além da perda dos entes queridos.

Clamamos por justiça!

(para aderir envie email com nome – rg – email para amigosdeadrianavillela@gmail.com)

13/12/2010

ATO DE PÚBLICO EM APOIO A ADRIANA VILLELA, terça, 14/dez., 18h, no Café Martinica

Filed under: Manifesto,Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 1:16

PARTICIPE E TRAGA OS AMIGOS!!!
terça-feira, 14/12/2010, a partir das 18h

ATO DE DESAGRAVO e apoio a ADRIANA VILLELA, injustamente acusada de envolvimento na morte de seus pais e amiga, SOLICITA providências no sentido de garantir a realização de uma investigação isenta e realmente esclarecedora, como é direito de todos os cidadãos dessa cidade. (mais informações sobre o caso em anexo)

MANIFESTAÇÃO PUBLICA marcada para terça-feira, 14/dez.2010,
a partir das 18H, no Café Maritinica, CLN 303, Bl A.

18h30 Apresentação de Duo de Violino e Contra-baixo
19h30 Declamação de poesias e manifestações de apoio
20h30 Performance audiovisual do SCLRN
Espaço aberto para manifestações diversas

Ilustração de Adriana Villela, 2002

“A injustiça praticada contra um cidadão
é uma injustiça praticada contra toda a sociedade”.

Assine o MANIFESTO DE APOIO A ADRIANA VILLELA e Acompanhe as Notícias – amigosdeadrianavillela.wordpress.com

MANIFESTO DE APOIO A ADRIANA VILLELA, Informações sobre o caso

Filed under: Manifesto,Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 1:06

Amigos de Adriana Villela e familiares solicitam uma justa e idônea apuração das circunstâncias que vitimaram seus pais e funcionária, José Guilherme, Maria Villela e Francisca Nascimento da Silva, em agosto de 2009.
Assine o ABAIXO ASSINADO no local do Ato de Desagravo.

ATO DE DESAGRAVO e apoio a ADRIANA VILLELA repudia insustentável farsa, deliberadamente construída pelas autoridades responsáveis pela condução do inquérito, solicita o pronto julgamento da Exceção de Suspeição apresentada ao Tribunal do Júri, bem como o imediato afastamento da Corvida da condução do inquérito que apura o crime.

Justificativa:

Desde que assumiu o inquérito, em dezembro de 2010, e decretado Segredo de Justiça, a Corvida deixou de lado todas as linhas de investigação não exploradas e, na ausência de fundadas razões para isso, elegeu Adriana Villela como principal suspeita do atentado à vida de seus pais e de querida funcionária da família.

Diversas medidas graves foram tomadas ao longo desse tempo: cumprimento de Mandado de Busca e Apreensão em sua casa, de familiares e de amigos; cumprimento de Prisão Temporária; Indiciamento de cinco pessoas e o oferecimento de Denúncia apenas contra ela, pelo Ministério Publico, acolhido pelo Tribunal do Júri. Tudo isso, de forma arbitrária e temerária, na ausência de esclarecimento dos fatos declarados e de provas do suposto envolvimento alegado pelo relatório do inquérito policial, que inverte e ônus da prova.

A grave acusação ignora princípio basilar do Direito: a Presunção de Inocência. Em vez de provarem sua participação, presumem sua culpa, baseados em ilações e interpretações absurdas, dissociadas dos fatos vividos e acontecidos. Indiciam-na, obrigando-a a provar sua inocência. Para isso, ignoram todos os indícios a que tiveram de fato acesso, que provam ser improcedentes suas suspeitas, demonstrando que as diversas e sucessivas hipóteses levantadas e narrativas (todas diferentes, todas a envolvendo como principal suspeita) são infundadas e não se sustentam num Tribunal.

A caluniosa difamação em curso na imprensa há quase um ano prossegue inexorável. Ainda agora, quando outra equipe da polícia, teve acesso à informação segura de que “a polícia não sabia de nada, que não tinham sido essas pessoas acusadas (na televisão do presídio) que haviam cometido o crime, mas o pai dele (um dos prisioneiros de cela da Papuda)”. Pista que tendo sida seguida, os levou à investigação bem sucedida e prisão dos verdadeiros criminosos – assassinos confessos, encontradas provas materiais de sua participação no crime, por eles planejado e executado com independência, para os quais apresentaram motivos próprios, na oportunidade de sua prisão.

Tendo um dos autores tido conflitos anteriormente com as vítimas, havendo mesmo um registro de uma ocorrência anterior de tentativa de agressão com faca perpretada por ele contra um colega de trabalho, que culminou com sua demissão em maio de 2009, Leonardo chegou a ser indicado como suspeito por diversos depoimentos, inclusive da própria filha acusada, em seu primeiro depoimento à Delegada responsável pelo inquérito na Corvida.

A suspeita (fundada) foi ignorada pela polícia e o criminoso jamais foi ouvido pela Corvida. Tendo sido ouvido duas vezes pela 1a DP (09/09/2009 e em 22/09/2009), já depois da prisão dos suspeitos da Vicente Pires, que supostamente teriam sido encontrados com a chave do apartamento das vítimas, esta não se aprofundou nessa linha de investigação. Jamais foi solicitado à testemunha que apresentasse um álibi, entretanto teve a oportunidade ideal de reforçar as suspeitas sobre os suspeitos presos, reconhecendo-os, dizendo que já os havia visto circulando em baixo do bloco onde trabalhava e que um deles teria até prestado algum tipo de serviço na casa deles.

Para surpresa de nossa família e da comunidade, sentido-se talvez preterida pela investigação realizada sem sua participação e conhecimento, mas rigorosamente dentro da lei, dias depois da prisão dos verdadeiros assassinos, a Delegada responsável pelo inquérito continua a sustentar publicamente a versão anteriormente construída por ela e sua equipe. Mesmo antes de procurar conhecer as novas investigações realizadas, desqualifica as investigações realizadas. Entretanto, depois de confrontada com as provas encontradas tem de reconhecer sua legitimidade. Então começa o pior.

Num espetáculo macabro, resolve deliberadamente distorcer e reformar os depoimentos dos presos, de forma a completar, legitimar e, eventualmente, sustentar a farsa anteriormente criada pela investigação policial e aceita pelo Promotor do Ministério Público e o Tribunal do Júri. Agora pretende envolver na ação criminosa a ser esclarecida pessoas inocentes, que nada tem a ver com o crime, inclusive instruindo os verdadeiros assassinos a acusar os inocentes, indevidamente apontados pela polícia, como se fossem os mentores da ação. Exceção de extrema crueldade: entre os inocentes indevidamente acusados estão as principais vítimas indiretas dos crimes em questão.

Algo muito grave acontece, quando, para manter uma falsa imagem de eficiência, a delegacia especializada na investigação de homicídios da Polícia Civil do DF, com aparente conivência e apoio publicamente declarado do Promotor do Ministério Público, resolvem associar-se a criminosos, denunciando caluniosamente pessoas inocentes, de forma fraudulenta e arbitrária, digna de um regime ditatorial, já esquecido.

As afirmações por eles veiculadas na imprensa promovem dúvida e insegurança, desviando ainda as investigações da oportunidade real de esclarecimento do crime que se apresentou com a prisão e confissão dos assassinos. Em que pese algumas incoerências das narrativas por eles apresentada, que poderão ser esclarecidas por uma eficiente ação da polícia, melhor interessada em esclarecer os fatos.
Infelizmente, público e notório é que a corporação escolheu tapar do sol de seus erros cometidos com a peneira do apanágio de sua versão fraudulenta, dissociada da verdade. A inadmissível motivação parece ser fútil obsessão em parecer ter a eficiência do esclarecimento de 100% dos crimes investigados, pretendida pela Corvida.

Para atingir tão altos índices de eficiência, entretanto, a polícia parece relegar a um segundo plano a responsabilidade de não incriminar pessoas inocentes. Apresenta resultados – simulacros de uma real solução: alguns perfeitamente dissociados da realidade, como é o caso do indiciamento de Adriana Villela e de outras pessoas relacionadas como envolvidas pelo relatório do inquérito, prematuramente concluído e apresentado pela Corvida. Seguido de apresentação imediata de Denúncia inconsistente pelo Ministério Público.

Uma tarefa grave como a que desempenha a renomada corporação exige maior compromisso com a verdade e a humildade de reconhecer que não pode acertar sempre, naturalmente. Reconhecer o erro cometido é um ato de grandeza e de justiça, mais importante do que a obsessão em manter inexeqüível e ambiciosa média de esclarecimento de 100% dos casos. No caso dos assuntos de robustas conseqüências apurados pela Corvida, de nada adianta, por pura vaidade profissional, manter-se a elevada média? Se o resultado não aponta os verdadeiros criminosos, é o oposto da justiça que se pretende administrar: é crime de denunciação caluniosa, em que pesem as “melhores intenções”.

Melhor seria dizer que nos poucos casos que conseguiu resolver, tomou-se a precaução de que 100% dos indiciados fossem inequivocamente os verdadeiros responsáveis pelos atos que lhe foram imputados, tiveram seus direitos respeitados e a garantia de julgamento justo, sem antecipada exposição na imprensa das suspeitas sobre eles ainda não apuradas.

Diante de um homicídio sem autor determinado, a prática policial de eleger um culpado, para depois construir provas contra ele, não é a forma mais digna e responsável de apresentar resultados. Tão importante quanto apresentar indicadores de resultados quantitativamente positivos, é a responsabilidade pela qualidade dos relevantes serviços prestados à comunidade. Uma polícia que produz provas contra pessoas inocentes instaura o terror civil, desrespeita e distorce os limites de sua competência legal, deixa toda a sociedade entregue a uma duvidosa e bárbara má aplicação da Lei e do poder de polícia do Estado.

Após um ano de exaustiva investigação da vida de Adriana Villela , sem que tenha surgido qualquer fundamento que o justificasse, subsiste a exaustiva suspeição da Corvida sobre ela. Exceto pelos factóides difamatórios, estategicamente plantados na imprensa a fim de confundir a opinião pública e induzir a população ao erro de interpretação, não existe motivo para as suspeitas subsistirem. Todos nós, que a conhecemos temos absoluta confiança na inocência de Adriana Villela.

Repudiamos a ação da Corvida e do Ministério Público. Pedimos o afastamento das autoridades responsáveis pela obstrução das investigações (ora por elas responsáveis) e a convocação da Polícia Federal, distanciada do caso e eventualmente capaz de apurar a atuação da Polícia Civil, que por motivos diversos, tem praticado ilícitos e algumas negligências desde que o inquérito se iniciou, o que tem acrescido em muito o sofrimento dessa família, generalizando a sensação de insegurança pública em nossa comunidade.

Como diria um amigo, “uma injustiça praticada contra um cidadão, é uma injustiça praticada contra toda a sociedade”. O drama que ora subjuga essa família poderia acontecer a qualquer um de nós.

Vamos trazer o maior número de pessoas possível a essa manifestação pela segurança pública, pela justiça e pela paz. Divulguem a informação em suas redes sociais.

“torne-se a mudança que você quer ver no mundo”. (Gandhi)

10/12/2010

A volta dos porões – Pedro Gordilho, amigo da família Villela

Filed under: Depoimentos,Manifesto,Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 3:30

“Não nascemos apenas na posse de nossa liberdade, mas com a incumbência de defendê-la.” La Boétie

Na ditadura era assim: delação, prisão, tortura e, às vezes, assassinato. Não é fabulação. Era a realidade. A verdade era buscada através da tortura. Fomos todos testemunhas de violências – alguns alcançaram até um estado de insensibilidade, já que a violência chegou a ser parte do nosso cotidiano. A magistratura se agigantou naqueles tempos macabros. Foi um juiz federal de 32 anos quem declarou a União responsável pela morte de Wladimir Herzog, assassinado nos porões da ditadura. A sentença de Couture estava viva: “Quando um juiz tem medo, ninguém pode dormir tranquilo”. O juiz não teve medo. Podíamos dormir em paz.

Buscavam os torturadores a delação, a entrega dos nomes dos companheiros que lutavam pelo fim da ditadura. Eles resistiam bravamente. Eram torturados nos porões. Parece que os porões estão de volta. A tortura física, pau-de-arara, choques elétricos, talvez não. Pelo menos na extensão daqueles tempos fétidos. Mas o produto já se colhe.

Sem a presença de advogado acertam-se prêmios com criminosos, ajustam-se depoimentos, modelam-se declarações para apresentá-las aparentemente límpidas. Sequestram-se pessoas. Dá-se sumiço às provas filmadas e gravadas das torturas psicológicas. Queimam-se as roupas usadas pelas vítimas, as quais poderiam conter provas exuberantes, o tipo sanguíneo, o tecido da pele dos assassinos, por exemplo. Reconstituições e acareações, sem a presença de testemunhas idôneas e de advogado, são realizadas. Até uma aposentadoria precoce, em meio a investigação dessa relevância, se contabiliza.

Temos um assassino confesso que, em detalhado depoimento de 13 laudas, prestado em 17 de novembro de 2010, na 8ª Delegacia de Polícia, perante o Delegado de Polícia Elivaldo Ferreira de Melo, declarou: “Esse crime foi praticado somente pelo interrogando e por PAULINHO, os quais não receberam o auxílio de ninguém, quer seja antes ou depois de praticá-lo. ADRIANA VILLELA não teve nenhuma participação nas condutas praticadas pelo interrogando e por PAULINHO. Não há mandantes no crime que o interrogando e PAULINHO praticaram.”

Logo a seguir, a Dra. Delegada, responsável pelas investigações mas não responsável por essa prisão, sem se deter nessa irrecusável evidência, reafirma: Adriana é culpada.

Dias depois, na unidade policial dirigida pela Dra. Delegada, ninguém sabe a que custo, o mesmo assassino confesso muda completamente seu depoimento. Não seria ele o assassino. Aliás, nem teria ido ao apartamento das vítimas…

Seu comparsa Paulo Cardoso Santana (Paulinho) isentou enfaticamente Adriana Villela, pela televisão e pelos jornais. Todos nós vimos sua imagem, suas palavras nervosas mas claras, declarando que Adriana não era culpada de nada. Não ficou nisso. O depoimento que prestou em 18 de novembro de 2010, na sede da Delegacia de Montalvânia (MG), perante o Delegado José Roberto Soares Batista, é concludente: “Perguntado se Adriana Villela, filha do casal Villela, participou de alguma forma do crime, o declarante respondeu que, apesar de não conhecê-la, afirma que ela não participou do referido crime, pois toda ação criminosa foi planejada e executada somente pelo declarante e por seu tio Leonardo”.

Dias depois, na unidade policial dirigida pela Dra. Delegada, este comparsa também muda o depoimento e acusa Adriana, seguindo a mesma cartilha do primeiro assassino.

A Dra. Delegada segue a mesma linha: Adriana é culpada.

É assim, mediante faltas que se imaginam aceitáveis, que as sociedades se decompõem. Os motivos são distintos. A base, porém, é a mesma: a ordem, a segurança, o clamor, ainda que fundados na inverossimilhança e na mentira.

Mas muito acima de tais aspirações, dizemos os que confiam no estado democrático de direito, está a Justiça. Ernest Bloch, entre tantos, prova isso. Seus escritos A injustiça do pessimismo – no qual emprega o princípio de Hölderlin “onde há perigo cresce a salvação” -, seu apoio escrito ao manifesto notável de Thomas Mann e seu ensaio O intelectual e a política estão entre as melhores páginas dos que combatem a opressão que maus agentes de Estado praticam em nome da ordem, da segurança e do clamor público.

Daí a atualidade da grave advertência de La Boétie, feita mais de quatro séculos e meio atrás: a obediência é a condição inevitável e o liame indispensável de todas as sociedades humanas. É esta obediência justa e necessária que, alterada em seus traços essenciais e desviada de seu legítimo objetivo, torna-se servidão.

A arte de tirania consiste em confundir esta obediência com a servidão, ao ponto em que as duas coisas pareçam não ser mais do que uma só e o vulgo se torne incapaz de distingui-las.

Nós temos que saber fazer a distinção.

» Advogado e amigo da família Villela.
http://www.unb.br/noticias/unbagencia/cpmod.php?id=80409, consulta em 09/12/2010

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