Amigos de Adriana Villela

31/05/2012

Nós somos inocentes: e o Estado?

‎”As pessoas mais bonitas que conhecemos são aquelas que conheceram o sofrimento, conheceram a derrota, conheceram o esforço, conheceram a perda e encontraram seu caminho para fora das profundezas. Essas pessoas têm uma apreciação, uma sensibilidade e uma compreensão da vida que as enche de compaixão, gentileza, e uma profunda preocupação amorosa. Pessoas bonitas não acontecem por acaso “.

–      Elisabeth Kübler-Ross

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=3361769608724&set=a.1106115618784.2016869.1403604095&type=1&theater, acesso em 30/05/2012

Adriana Villela, em 30/05/2012

Entre as que conheci mais velhas, tem uma que se chama humildade e paciência infinitas de esperanças de que está tudo sempre certo! ainda quando dentro do caos, apoiadas pelo brilho infinito das estrelas de deus… sua inocência, sua dor que aceita, enquanto passa… onde tantos somos só revolta autoritária contra o que nos oprime e força. Entre as pessoas mais bonitas que conhecemos, estão aquelas que conheceram o sofrimento e encontraram seu caminho para fora das profundezas do abismo da perda. Entre as que conheci mais velhas, uma se chama humildade e paciência infinitas. Também conhecida como nossa boa e velha Guiomar. Guiomar… e o seu leite sempre muito, muito bom. Nossa amada, nossa querida, nossa lição de superação das vaidades: a humildade paciente, que sorri com esperança, enquanto espera a divina providência, que há de vir em socorro de nossa verdade cristalina. Nós somos os inocentes: e o Estado… Ah! o Estado… tem tido um comportamento inadissimível e aterrorizador, que ameaça e ofende as leis e os diversos principios básicos de nossos direitos fundamentais: uma ditadura de fato, apenas travestida de democracia representativa. Representativa dos direitos fundamentais de quem, cara-pálida?

NÓS QUEREMOS JUSTIÇA: CHEGA DE DENÚNCIAS INFUNDADAS, QUE TENTAM IMPUTAR AOS INOCENTES AS RESPONSABILIDADES DAS AUTORIDADES POLICIAIS, QUE APENAS CONFUNDEM A OPINIÁO PÚBLICA, COBRINDO DE DÚVIDA E FUMAÇA O DEVIDO ESCLARECIMENTO DOS GRAVES FATOS OCORRIDOS.

Esperamos que a verdade venha e se mostre aos olhos de todos, para que haja luz, paz e segurança retornem logo as vidas de todos nós.

Amém…

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14/12/2011

NOVAS AUDIÊNCIAS DE INSTRUÇÃO REALIZADAS

Filed under: Defesa,Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 12:09

Leiam relato das audências de instrução realizadas entre 4 e 18 de novembro de 2011.

http://www.observatoriodedefesa.com.br/home/?p=1308

Novas audiências marcadas para os dias 15 e 16 de dezembro.

24/11/2011

Manifestação Familiar Pública em Defesa de Adriana – da Família Barberino Mendes, 18/11/2011

Filed under: Defesa,Depoimentos,Manifesto,Sobre a família — by amigosdeadrianavillela @ 20:25

2011-11-18 Manifestação familiar – documento editado para publicação (1)

Documento lido por Marcus Barberino Mendes, sobrinho de Maria Carvalho Mendes Villela e primo de Adriana, em 18/11/2011, nas Audiências de Instrução do processo, em que atua como Testemunha de Defesa, em nome de toda a família de Barberino Mendes, que, junto com a família Villela, têm sofrido com as acusações infundadas contra Adriana Villela e a falta de clareza no esclarecimento do que de fato aconteceu com nossos saudosos parentes e amiga:

Manifestação familiar pública em defesa de Adriana Villela

A família de Maria Carvalho Mendes Villela vem a público declarar seu apoio, solidariedade e confiança absoluta em Adriana Villela e na sua total inocência em relação à tragédia que vitimou seus pais, José Guilherme Villela, Maria Carvalho Mendes Villela e a empregada doméstica, Francisca Nascimento da Silva.

Repudiamos, veementemente, qualquer acusação de envolvimeto de Adriana com esses crimes bárbaros. Adriana é uma pessoa íntegra, detentora de princípios morais inquestionáveis, filha amorosa e com excelente relacionamento com toda a sua família. A morte dessas pessoas tão amadas por todos traz, ao lado do profundo sofrimento, o desejo de que seja feita justiça plena e o devido esclarecimento da verdade; não a construção de acusação infundada contra inocentes que, com uma falsa solução, tenta atender a uma pressão da sociedade, em detrimento do interesse público pelo real esclarecimento do caso.

A temerária atuação dos responsáveis pelas investigações deste crime afronta o estado de direito, fere os princípios da cidadania, da coexistência pacífica e da relação interpessoal, em que o amor prevaleça como valor maior em nossas vidas.

Reiteramos a nossa crença nas instituições brasileiras e esperamos que as autoridades à frente do feito persigam a verdade real dos fatos, atuando de forma imparcial e justa, não se olvidando que a verdadeira justiça a Maria Carvalho Mendes Villela, José Guilherme Villela e Francisca Nascimento da Silva pressupõe que os verdadeiros culpados sejam, sob o rigor da lei, efetivamente punidos.

Salvador/Brasília, 1º de novembro de 2011

Augusto Villela – Irmão de Adriana Villela

Carolina Villela Perche – Filha de Adriana Villela

João Luiz Barberino Mendes – Irmão de Maria Carvalho Mendes Villela

Célia Barberino Mendes Senna – Irmã de Maria Carvalho Mendes Villela

Mirian Mendes Mattos – Irmã de Maria Carvalho Mendes Villela

Valdemar Barberino Lago – Tio de Maria Carvalho Mendes Villela

Odorico Barberino Lago – Tio de Maria Carvalho Mendes Villela

Ricardo José Menezes Barberino Mendes – Primo de Adriana Villela

Kristian Menezes Barberino Mendes – Primo de Adriana Villela

Kristine Menezes Barberino Mendes – Prima de Adriana Villela

Max Mendes Mattos – Primo de Adriana Villela

Mônica Mendes Mattos – Prima de Adriana Villela

Tatiana Mendes Senna – Prima de Adriana Villela

Vladimir Mendes Senna – Primo de Adriana Villela

Luciana Mendes Senna – Prima de Adriana Villela

Regina Vera Menezes Lago – Prima de Adriana Villela

Marluce Cerqueira Carvalho – Prima de Adriana Villela

Márcia Mendes Mattos – Prima de Adriana Villela

Marcus Menezes Barberino Mendes – Primo de Adriana Villela

Sérgio Carvalho Mesquita – Primo de Adriana Villela

Marinaldo Carvalho – Primo de Adriana Villela

Eduardo Mesquita – Primo de Adriana Villela

Marcos Carvalho – Primo de Adriana Villela

16/01/2011

A versão da polícia que me leva a aversão da polícia (II) – Turyna

Filed under: Defesa,Depoimentos — by amigosdeadrianavillela @ 6:47

Acabo de ler o relátório de 07/01/2011, apresentado pela Dra. Mabel a título de “nova” conclusão do inquérito do crime que vitimou meus pais e Francisca, trazendo-nos perdas irreparáveis. Crime que deixou nossa cidade com a sensação de que existe alguma coisa fora da ordem na Segurança Pública de nossa cidade e do Distrito Federal.

O relatório é fraudulento, cruel e inverossímil. Farto em mentiras sustentadas como se verdades fossem, todas improváveis e dissociadas dos acontecimentos reais. Distorções dos relatos e reconstruções dos depoimentos deturpando-lhes o sentido, como ela sempre faz, mesmo durante os depoimentos que prestamos.  Toda sorte de manobras para fazer prevalecer o erro sobre a revelação da negligência flagrante e da crueldade aviltante da Corvida ao longo de todo esse equivocado processo de investigação. Amplamente acompanhado de campanha difamatória orquestrada na imprensa contra a ampla maioria dos inocentes investigados por ela.

Tendo sido presos os assassinos por outra delegacia e para surpresa dela, primeiro tentou desqualificar as investigações e até os investigadores colaboradores, seus colegas, como é seu costume. Tendo depois tido que reconhecer a legitimidade dos fatos apurados, os distorce à sua conveniência, fraudulentamente, em detrimento do esclarecimento devido.

Agora, em franca cooperação com os verdadeiros assassinos de meus pais e de Francisca, acobertados por um injustificável novo “segredo de justiça”, decretado em desfavor do esclarecimento e da sociedade pelo Tribunal do Júri. Ao serem presos, os criminosos demonstraram em diversos depoimentos e entrevistas seus motivos próprios  e vis para tal injustificável ação – um latrocínio. Entretanto, agora se beneficiam em associação com os interesses fraudulentos da Corvida em sustentar a farsa anterior. 

Os criminosos obtêm assim benefícios de redução de penas, imputando suas responsabilidades a inocentes e vítimas indiretas de seus crimes. Mais uma vez  sem base em indícios e fatos reais, a polícia da Corvida segue sustentando e completando peças “faltantes” das sucessivas e incompletas fictícias versões anteriormente sustentadas, à revelia da apuração da verdade.

Assim, a polícia evita reconhecer publicamente numerosos erros cometidos e gravíssimos danos causados a mim, a minha família – vítimas desse crime monstruoso – e a outros inocentes caluniosamente acusados.

Na nova versão falsa, habilmente construída pela Corvida, depois dos novos acusados afirmarem com a segurança de quem fala a verdade que não havia mandante, os verdadeiros responsáveis pelo planejamento e execução do crime assumem papel secundário, tendo benefício de redução de suas penas, atribuindo as responsabilidades por seus crimes aos inocentes que haviam sido anteriormente caluniosamente acusados, com a colaboração dos próprios investigadores: este um outro crime de muita gravidade também.

Será tão difícil perceber? Queremos tanto acreditar que os investigadores estão sempre do lado da Lei, que não vemos a grande injustiça que vai sendo construída bem diante dos olhos dos cidadãos dessa cidade? Depois de tudo que foi claramente exposto sobre a suspeição da Corvida nos jornais que sucederam essas novas prisões em meados de novembro passado?

Prisões que revelaram a motivação própria dos assassinos, que nada tinha a ver com a versão anterior sustentada. Um dos envolvidos, inclusive suspeito apontado por diversos depoimentos, sistematicamente negligenciado pelas investigações. Para encobrir tão graves equívocos, perservando a imagem de eficiência da corporação, foram todos oportunamente mal-costurados à primeira inepta versão pela Corvida, num esforço para jogar a verdade para debaixo do tapete, tentando ainda cobrir Sol com peneira.

O ex-porteiro Leonardo foi citado por diversas testemunhas como suspeito desde o primeiro momento das investigações. Com a mudança para a Corvida, eu fiz um relato para a Dra Mabel dos fatos e suspeitas que não haviam sido devidamente exauridos pela 1ª DP, quando citei a necessidade de investigar Leonardo, por notícia de conflitos com Maria e Francisca, bem como de ter tido livre acesso ao apartamento de meus pais anos antes durante viagem deles, quando o síndico mandara fazer uma chave para consertar um vazamento no andar inferior, sem autorização deles, os proprietários.

Na peça de acusação anterior, a Dra Mabel chama minha insistência para que o a diligência fosse aprofundada de “verdadeira ‘obsessão’ de Adriana em apontar Leonardo e os porteiros como suspeitos”. E na nova diz que não estranha que eu o tenha apontado, mesmo que eu fosse a tal mandante, tendo em vista que eu precisaria disfarçar??? Apontando-os. É brutal o esforço da Dra Mabel para simular uma hipótese insustentável e o ilusionismo com que manobra as palavras com  que escolhe distorcer os fatos expostos, levando o leitor menos atento aos detalhes a acreditar nessa visível fraude.

Artista em utilizar fragmentos de discursos, reordenando-os e qualificando-os conforme sua conveniência, quando distorce os fatos. Recontextualiza de forma inverídica, com coerência, apesar de efetivamente dissociada da verdade e descompromissada da apuração do acontecido realmente.

Em suas peças, revela tamanha vocação para a literatura de ficção que mais justo seria talvez trocar essa função pública de imensa e grave responsabilidade, onde sua imaginação tenebrosa causa tanto dano à vida de pessoas reais, dedicando- se à literatura criminal, onde certamente obteria o almejado sucesso e projeção profissionais, sem prejudicar a ninguém.

Cada nova versão da polícia, mais essa agora associada aos criminosos, é de dar aversão!

É triste, é revoltante, é assustador. O mais assustador é vê-los prosseguir como se não houvesse alguma instituição capaz de limitar uma ação criminosa que parte de dentro da própria polícia.

Nunca fiz nada que me levasse a ter de lidar com investigações policiais. Nossa casa foi invadida por pessoas amarguradas, dispostas a fazer mal a nossa familia e nossa colaboradora. Agora somos igualmente invadidos pela calúnia e má fé de investigadores, que não fazem juz às funções que ocupam. Parece que gozam de algum tipo de poder oculto que lhes dá cobetura irrestrita para ultrapassar todos os limites da justa investigação. É, no mínimo, inquietante.

Espero em Deus que, assim como foram revelados os assassinos, à revelia do desejo cruel dos investigadores da Corvida, as pessoas de bem dessa cidade possam perceber o que se passa e encontrar maneira digna de agir para coibir uma ação criminosa no seio da polícia, que compromete a segurança de todos nós.

Espero que ninguém tenha de passar por uma situação como essa nunca mais.

Espero que quando venha, enfim, a revelação da verdade e da imperícia desse inquérito – politizado pelos investigadores para obtenção de publicidade e benefícios pessoais, em detrimento do esclarecimento justo -,  que o estarrecimento diante do que nossa comunidade não pode perceber a tempo de evitar o julgamento de inocentes junto com criminosos, essa grande injustiça realizada por nossos representantes legais sirva ao menos para gerar alguma reflexão sobre a atuação dos responsáveis pela nossa segurança pública e informação pública. E a maneira como interesses de alguns indivíduos podem determinar a má interpretação da Lei e aplicação da Justiça, fazendo o absurdo prevalecer, apesar de ter sido claramente revelado.

Sabem? Não é comum os filhos matarem seus pais para ficar com seu dinheiro. Não no mundo em que eu vivo. Roubar para matar, isso é papel de ladrões. Não de filhos. Não dos filhos dos meus pais.

Uma acusação tão grave não poderia nunca ter sido feita sem indícios bem claros e concretos. Esse foi a irresponsabilidade fundamental da Dra. Mabel. Não poderia ter se baseado apenas em suas próprias suposições levianas, e a partir daí utilizar a máquina de produção de culpados da polícia para construir falsas provas: ou seja, plantar provas contra inocentes. Neste caso, contra as próprias vítimas do crime (agravante do erro). Mesmo defrontando-se sucessivas vezes com provas de que sua hipótese estava errada, que não se sustentava.

Nós não aprendemos a roubar, nem  a matar. Nem a desejar a morte de ninguém, por motivo nenhum. Somos pessoas de bem.

Nossos pais foram violentamente mortos, quando ainda tinham muita vida com saúde pela frente. Nossos pais eram muito queridos e nos fazem muita falta.

A nova versão da Dra. Mabel mente mais uma vez. Estabelece cumplicidade com os verdadeiros criminosos a fim de incriminar inocentes equivocadamente por ela acusados anteriormente. Reafirma e supera sua própria crueldade.

Perdoai-os, Senhor, porque eles fingem que não sabem o que fazem.

02/12/2010

26/11/2010 Sobre impossibilidade de datação de digitais – Dr. Rodrigo de Alencastro

Filed under: Defesa,Depoimentos — by amigosdeadrianavillela @ 1:54

Brasilia, 26 de novembro de 2010. 

Ao Correio Braziliense e outros meios de comunicação, 

Quanto ao exame que pretende datar as minhas digitais coletadas em dois armários do ap de meus pais, que necessariamente foram produzidas bem antes do dia 13 de agosto, último dia em que estive lá. Desde o momento que a Corvida solicitou que eu me submetesse (voluntariamente) a esse exame, solicitação feita em 27/8/2010, atendida em 28/8/2010 na hora em que completava um ano do crime, imagino que seja apenas mais uma tentativa de produzir “provas”, ainda que subjetivas e falíveis, contra mim.

Adriana Villela

         Segundo consulta formulada a peritos especializados com larga experiência no ramo, e busca por artigos sobre o assunto na internet, ainda não existe sistematização de método inequívoco de datação de digitais (a descoberta de um justificaria talvez a percepção de um Prêmio Nobel). Segundo os profissionais as técnicas hoje conhecidas, que tentam desenvolver métodos para a datação de impressões digitais ainda não permitem confiável aplicação destas metodologias científicas em situações práticas. Diversos fatores naturais, alterariam a precisão dos resultados, assim como existem severas limitações, quando à precisa datação almejada. Especialmente para fins forenses.

         Segundo estudos publicados por profissionais da áres, mesmo que a Papiloscopia  responda “onde esteve tal pessoa”, ainda não existe método confiável que possa estabelecer, nem com razoável margem de erro, “quando tal pessoa lá esteve”. Em que se possa estabelecer, pela aproximação de diferentes técnicas, em condições ideais de laboratório, uma avaliação aproximada da época em que uma impressão digital tenha sido produzida, tais estudos ainda não tem aplicabilidade prática. Tal datação ainda é uma questão altamente especulativa e sujeita a consideráveis erros, não sendo possível indicar com confiabilidade a idade da impressão.

Além do que, segundo informações levantadas, fatores tais como baixa umidade do ar e altas temperaturas, materiais utilizados na coleta do material, participação do elemento humano na análise e na coleta (que possibilita que aconteçam erros), podem alterar os resultados obtidos.

Assim, é consenso entre os profissionais que, uma técnica ainda não consagrada, não testada e aprovada por pesquisadores de renome internacional numa área forense não deva ser utilizada, uma vez que pode apresentar erros de avaliação – erros estes que poderiam levar à condenação de inocentes, violando assim os direitos da pessoa humana.

Além do que, é absolutamente inadequada a ampla divulgação de eventuais resultados de um trabalho ainda não concluído, nem divulgado de forma oficial como exige a lei. Resultados estes, que tendo sido divulgados como oficiais fossem já há mais de dois meses, tem induzido a grave erro a opinião pública e a imprensa em geral. 

É inaceitável que as autoridades responsáveis pela condução do inquérito procedam de forma a criar confusão e falta de informação, inclusive difamando pessoas inocentes. 

Dr. Rodrigo de Alencastro

(mais afirmações infundadas da Dra Mabel, proferidas publicamente como se fossem cientificamente fundadas)

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2010/11/26/interna_cidadesdf,224883/delegada-da-corvida-rebate-declaracoes-da-defesa-de-adriana-villela.shtml, c.onsultado em 26/11/2010

Delegada da Corvida rebate declarações da defesa de Adriana Villela

Luiz Ribeiro – Enviado especial

Publicação: 26/11/2010 07:42 Atualização:

A delegada Mabel de Faria, da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida), presidente do inquérito sobre o triplo assassinato, rebateu as declarações do defensor da arquiteta Adriana Villela, Rodrigo Alencastro. O advogado da filha do casal fez considerações sobre o novo depoimento prestado pelo ex-porteiro Leonardo Campos Alves na última terça-feira e disse ver com “extrema reserva” o novo depoimento do ex-funcionário, que acusou a arquiteta de ter encomendado a morte dos pais. A delegada afirma que o novo depoimento foi prestado ao delegado Luiz Julião Ribeiro, que também integra a Corvida, sem que ela tenha participado do interrogatório, uma vez que já se encontrava na cidade de Montalvânia, onde chegou na última segunda-feira.

“Então, nesse caso, não tem como falar que estou tentando chancelar conclusões precipitadas, pois não estou falando com o Leonardo. Quem colheu o novo depoimento dele foi o delegado Julião Ribeiro, que é reconhecido com um dos melhores investigadores do Distrito Federal, tanto é que ele, inclusive, leciona matéria a respeito dessa área em cursos da Policia Federal”, rebateu Mabel.

O advogado de Adriana Villela considera que as autoridades policiais envolvidas na apuração do caso têm agido para chancelar conclusões precipitadas sobre a suposta participação da filha do casal no crime. “Esses fatos novos só corroboram o nosso pedido de suspeição da autoridade policial (Mabel) que agora tenta, novamente, incluir Adriana na cena do crime” disse Alencastro. A defesa de Adriana também contesta a única prova material que existe contra ela: o laudo que, segundo a polícia, atesta que a arquiteta esteve no apartamento dos pais entre 28 e 31 de agosto.

Sem dúvidas
Para a delegada, não há como duvidar do laudo que indica a presença da filha do casal no apartamento na noite e nos dias seguintes ao assassinato dos pais e da empregada da família. A defesa de Adriana alega que é natural que fossem encontradas digitais da arquiteta no apartamento, pois, como filha de José Guilherme e Maria Villela, ela era uma habitual frequentadora do local. “Acontece que o laudo revela a idade do fragmento, ou seja, a data em que ele foi produzido. A Adriana diz que o último dia em que ela esteve no apartamento foi 13 de agosto. Mas o laudo atesta que o fragmento não foi produzido naquela data, com absoluta convicção”, assegura Mabel.

Mabel de Faria lembra que o documento foi produzido pelo Instituto de Identificação do Distrito Federal, que é reconhecido em todo país como “um instituto de excelência na perícia de impressão digital”. Além disso, disse, o laudo contou com a colaboração da Universidade de Brasilia (UnB). “É um trabalho científico que pode ser testado a qualquer hora por quem quer que seja”, observou. “Se um trabalho desse, que contou com a colaboração de uma universidade onde se produz ciência não se trata de um trabalho científico, então, o que seria trabalho científico? Somente a Adriana, em face de tudo, é a vítima? Diante disso eu só sei dizer que a Adriana é muito azarada”, comentou a delegada da Corvida.

Além das críticas à atual chefe das investigações, na última segunda-feira, os defensores de Adriana Villela pediram ao Tribunal de Justiça do DF o afastamento da delegada sob o argumento de que ela não apura o caso com imparcialidade

25/11/2010 MANIFESTAÇÃO DA FAMÍLIA VILLELA – Augusto e Carolina

Filed under: Defesa,Depoimentos — by amigosdeadrianavillela @ 1:46

 
Há mais de um ano sofremos com a ausência de quem mais amávamos.
É muito difícil aceitar a perda de alguém tão proximo, quanto mais de forma tão brutal e inesperada.

Como se não bastasse todo o medo e toda a dor, ainda temos que presenciar uma investigação que não apresenta provas concretas nem respostas satisfatorias a todas as nossas dúvidas.
Aonde estão os culpados ??? Aonde estão as provas ???
Aqueles que confessam parecem estar escondendo quase tudo, a todo tempo mudando a versão e os fatos.
 
A investigação parece querer estabelecer a qualquer custo que Adriana esteve envolvida. Quando, na verdade, temos a certeza de que não foi nada disso.
Queremos saber a verdade e ver a condenação dos verdadeiros culpados!
Somos os maiores interessados nessa investigação e, ao mesmo tempo, parece que nada podemos fazer em relação a tudo isso.

Desde o começo Adriana sempre sugeriu a necessidade de aprofundamento das investigações relativamente ao ex-porteiro. Até mesmo em razão deste ter entrado, há mais de quatro anos antes do crime, sem autorização e sem a presença dos próprios moradores no apartamento deles!

E é justamente por isso que não faz o menor sentido supor que Adriana estivesse envolvida. Não faz sentido uma pessoa que praticamente implorou para que se investigasse justamente aquele que acabou por revelar-se o assassino e que agora procura incriminá-la.

 Esperamos que tudo isso se esclareça o mais rápido possível,
para que no lugar da angústia, possa permanecer só a saudade.

AUGUSTO E CAROLINA VILLELA, FILHO E NETA DE MARIA E JOSÉ GUILHERME VILLELA

01/12/2010

16/11/2010 Entrevista Leonardo, réu confesso do casal Villela

Filed under: Defesa,Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 23:40

(parte 1) http://www.youtube.com/watch?v=9xXIXrTdb7E&feature=related

(parte 2) http://www.youtube.com/watch?v=eb3nFB9uS7U&feature=related

(parte 3) http://www.youtube.com/watch?v=Wku09LMMi60&feature=related

(parte 4) http://www.youtube.com/watch?v=kUSVjNuB0L4&feature=related

(parte 5) http://www.youtube.com/watch?v=eK5HqR-3Oic&feature=related

(parte 6) http://www.youtube.com/watch?v=sJ1F5H2Iq3U&feature=related

(parte 7) http://www.youtube.com/watch?v=J-E7oqd1sH0&feature=related

(parte 8) http://www.youtube.com/watch?v=dfCSsWzAonQ&feature=related

(parte 9) http://www.youtube.com/watch?v=BpO8l8zYKsY&feature=related

(parte 10) http://www.youtube.com/watch?v=BGMHA4J6Aqk&feature=related

(parte 11) http://www.youtube.com/watch?v=8o6-7sp9Qlk&feature=related

26/11/2010

O Coliseu Braziliense – Enio Perche, tio de Carolina

Filed under: Defesa,Depoimentos — by amigosdeadrianavillela @ 2:10

O Coliseu Braziliense

É assustador o que estamos vendo acontecer em Brasília. Uma autoridade policial e um promotor vem a público a todo momento chamar a atenção para si e para uma cidadã, denunciando-a como autora e mandante de um crime brutal que ceifou a vida de seus pais e que teve como maior prejudicada ela mesma, a própria cidadã.

Não apresentaram a população nenhuma prova que comprove sua tese, repetem-na a toda hora em todos os meios de comunicação que possuem provas “robustas e incontestáveis”, mas não as apresentam. Primeiro alegavam que não poderiam apresentar as provas pelo fato do processo correr em segredo de justiça. Este segredo já foi suspenso pelo mesmo juiz que aceitou a denuncia da autoridade policial e do promotor. Desde de 1º de outubro eles já poderiam  mostrar as provas robustas e incontestáveis e não o fazem. Agora alegam que quem os contesta, não conhece os autos. Se sentem no direito de acusar em público, mas não tem a obrigação de apresentar as provas ao público.

E continuam a declarar para a população que a cidadã é culpada. E a população, qual platéia do circo romano, onde os leões devoravam os cristãos, aplaude. É o Coliseu Braziliense. Nenhuma versão que diga que a cidadã é inocente é aceita. Se uma voz levanta para defender a cidadã, toma uma vaia. A população quer ver o sangue. Já a julgaram e condenaram.

Há pouco, outra delegada apresentou um cidadão que confessou ser o próprio assassino. Apresentou pertences que foram roubados da residência do casal. Mas não era o desfecho que queriam. Os leões teriam de voltar para jaula.

Procuraram o informante que havia dado a informação a delegada. Publicaram seu nome no jornal, como se isso não comprometesse a vida do informante ou qualquer outra informação que ainda pudesse ser agregada ao caso. Já a delegada foi acusada de ser corruptora do informante, também sem necessidade de apresentar provas. Mais dois para os leões.

E a versão dos assassinos confessos mudou. Foram descobertos novos informantes, e uma nova versão foi publicada, que agora clamam como verdadeira. A população aplaude: os leões terão muitos a devorar.

Além de assustador, é triste. No século XXI, um comportamento de bárbaros.  Só há verbo, nada material consistente para comprovar a tese. E não há questionamento.

Julgamos baseados em suposições e suspeições. Condenamos baseados numa sede de justiça que só se aplaca se virmos outros em miséria pior que a nossa.

E nos chamamos cristãos.  Não, não somos. Somos romanos.

Senhor, tende piedade de nós que ainda não sabemos o que fazemos.

24/11/2010

O Suplício de Adriana Villela – por Pedro Gordilho, amigo da família Villela

Filed under: Defesa,Depoimentos — by amigosdeadrianavillela @ 4:08

Agentes policiais foram a Montalvânia com o diretor da Polícia Civil e trouxeram o assassino confesso do pranteado e inesquecível casal Maria e José Guilherme Villela e de sua governanta Francisca.

Indagado quanto à despropositada participação de Adriana Villela, respondeu o assassino, no Auto de Qualificação e Interrogatório realizado na 8ª Delegacia de Policia — SIA: “O interrogando conhece Adriana Villela, filha do sr. José Guilherme, mas não tinha a menor intimidade com ela ou com os demais familiares, mas, em algumas oportunidades, chegou a conversar com o filho de nome Augusto Villela. Apesar disso, não guarda nenhuma mágoa com relação àqueles. Esse crime foi praticado somente pelo interrogando e por Paulinho, os quais não receberam o auxílio de ninguém, quer seja antes ou depois de praticá-lo. Adriana Villela não teve nenhuma participação nas condutas praticadas pelo interrogando e Paulinho. Não há mandantes no crime que o interrogando e Paulinho praticaram”.

Desnorteados com o sucesso das investigações — formalmente autorizados, ou não, apresentaram o(s) assassino(s) e o quadro de horrores perpetrados — agentes policiais que antes haviam desprezado a atual linha investigatória bem-sucedida, sem uma nova reflexão, sem um momento de homenagem à integridade do ser humano, insistem: Adriana continua indiciada e denunciada porque ela seria culpada.

Provas? Indícios implausíveis, uma carta da saudosa Maria Villela dirigida à filha contendo advertências e dissídios puramente conceituais, uma (desautorizada pela ciência) hipotética datação de digitais, uma melodramática cronometragem dos impulsos do celular de Adriana. Só isso.

Não se fez uma detida análise dos eventos que antecederam e culminaram com a prisão do(s) assassino (s), não se cotejaram dados, os velhos com os novos, não se confrontaram pessoas.

Apenas a fogueira das vaidades e a repulsiva cantilena: Adriana é culpada.

Ora, qualquer pessoa que não se oponha à razão e que se detenha diante do quadro presente haverá de estranhar essa bizarra insistência, que sugere, mais do que uma atividade pública que deve ter o timbre de impessoalidade, um interesse pessoal nos procedimentos contra Adriana. Mas não se chega à verdade pela injustiça.

O Estado tem, no caso, um dever a cumprir e esse dever é o de apontar, comprovadamente, culpados, para depois puni-los. E parte disso o Estado já fez, apresentando o assassino confesso. Parece odioso que agentes policiais continuem perseguindo implacavelmente Adriana, buscando dados suspeitos, novas confissões que geram desconfiança, fundados em que pelo organograma do sistema policial a eles cabem exclusivamente os procedimentos de investigação. Temos o(s) assassino(s). Dane-se o organograma. Summum jus, summa injuria.

Vivemos sob a tutela do Estado Democrático de Direito. E o Estado Democrático de Direito não pode prescindir da legitimidade e da licitude na atuação dos agentes e órgãos do Estado. Isto porque agentes e órgãos de Estado é que lhe conferirão juridicidade plena. Eles constituem a garantia do cidadão. E os cidadãos se sentem desprotegidos e desapontados diante desses movimentos erráticos e oponentes dos agentes policiais do Distrito Federal. É estarrecedor até mesmo para o senso comum.

* Ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral e amigo da família Villela

Artigo publicado no Correio Braziliense, 23/11/2010, Caderno Cidades, p27

16/10/2010

Observatório da Imprensa – Fantástico poder da mídia

Filed under: Defesa,Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 17:31
Leiam artigo de Jose Cleves publicado no Observatorio da Imprensa.

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=610TVQ006

Assista entrevista no Fantástico do dia 26/09/10

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1345015-7823-DENUNCIADA+PELA+MORTE+DOS+PAIS+DA+SUA+VERSAO+DO+CRIME,00.html

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