Amigos de Adriana Villela

30/01/2011

Vejo flores em você! – Nana

Filed under: Cartas,Depoimentos — by amigosdeadrianavillela @ 16:32

É o seu aniversário! O Amor permanece e a saudade nos reúne em torno de você, querida mãe, avó, amiga...

 

“Maria, passa na frente!”

Almoçamos contigo nos corações reunidos: um tipo de prece nos leva até você.

Pela manhã, minha amiga, sintoniza o clima de um dia de saudade assim: envia-nos essas rosas brancas, cheias de um perfume suave. As mesmas que então dedico à Nossa Senhora e à tua presença morena: o Amor nunca morre e estamos juntos nos eternos caminhos do coração. Onde você estiver… estamos sempre juntas. 

Feliz aniversário, mãe…

Nanana

Nós te amamos muuuuuuuuuito! sempre...

Anúncios

16/12/2010

Carta à Folha de São Paulo, em 12/12/2010 – Marcus Barberino, primo de Adriana

Filed under: Cartas,Depoimentos,Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 10:45

Prezados jornalistas,

Como primo de Adriana Villela, sobrinho e amigo de meus tios Maria e José Guilherme, fico aliviado em saber que um veículo com a tradição da Folha se dispõe a jogar luzes sobre este caso.

Não posso deixar de fazer um desabafo pessoal e o faço tentando despir-me da função jurisdicional que exerço. Escrevo como leitor, parente e cidadão. Tenho certeza que o que digo abaixo representa o sentimento da minha família. O Estado brasileiro e particularmente o sistema policial do Distrito Federal está em dívida conosco. Comporta-se como um tosco Creonte a nos impedir de concluir o nosso luto.

Senti falta na cobertura de uma varredura sobre os procedimentos policiais. Li as deprimentes acusações recíprocas entre delegados e só isso já demonstra o sentimento de constrangimento que se abate sobre a minha família. Meus primos sempre colaboraram com a investigação criminal. Falhas cometidas pelas autoridades do Estado foram usadas como argumento do pedido de prisão de Adriana.

Não causou estranheza na equipe de jornalistas a concessão de “habeas corpus” para cumprir prisão cautelar domiciliar? Nem o fato de que todos os outros presos nas proximidades do aniversário do crime não guardam nenhuma relação de causalidade com a investigação? Não causa espanto a polícia do DF invocar uma vidente para auxiliar nos procedimentos investigativos e tentar imputar essa heterodoxia policial, para dizer o mínimo, a uma cidadã brasileira que passou a vida cultuando arte?

Minha expectativa e da minha família é que o Estado dê uma resposta racional, civilizada e técnica para a tragédia que se abateu sobre nós. Os constrangimentos causados serão marcas indeléveis em Adriana, mas precisamos acreditar que todos os brasileiros tem o direito a ter uma polícia civilizada, adestrada e eficiente.

A cobertura jornalística com maior profundidade pode auxiliar no retorno da investigação para o campo da ciência criminal em detrimento do campo da competição pelos despojos do GDF e sua polícia.

Corre-se o risco de que a fragilidade institucional demonstrada pela polícia, o passado nada abonador das investigações policiais no Brasil e as regras de cooperação retributiva (delação premiada, etc) e a interação entre seus principais participantes – criminosos e polícia, acabe por arrastar uma inocente para o campo da eterna suspeição e estigmatização.

Cordialmente,

Marcus Barberino

Emanando luz e amor – Cristina

Filed under: Cartas,Depoimentos — by amigosdeadrianavillela @ 5:13

Adriana querida,

continuo emanando luz e amor para você, para que tenha força diante de tão medonha injustiça, e paz no seu coração. Confio que a justiça prevalecerá, e que tudo isso servirá como alerta e fonte profundas correções para a arbitrariedade e precariedade que cada vez mais imperam no nosso sistema judiciário – que aje como se qualquer coisa decidida ou declarada por um membro da polícia ou da justiça fosse intrinsecamente verdadeira e justificada, a despeito das leis e dos direitos dos cidadãos.

Alguém está sendo demitido – do emprego, não apenas do cargo – ou processado porque plantou provas e difamou cidadãos inocentes? Sinta-me sempre com você!

Com Amor,
CrisT

21/11/2010

Inquérito Inverossímil – Adriana Villela

Filed under: Cartas,Notícias — by amigosdeadrianavillela @ 18:55

Publicado no Correio Braziliense em 21/11/2010

A forma como a Dra. Mabel distorce os depoimentos, recontextualizando o que foi dito sobre os fatos numa narrativa perversa e diversa da realidade, tem induzido ao erro a opinião pública, bem como as autoridades responsáveis pelas decisões relacionadas ao desenvolvimento das investigações , ao deferimento de diligências (mandado de busca e apreensão, escuta telefônica, mandato de prisão, todos emitidos sob alegações que posteriormente se revelariam sem fundamento), ao oferecimento de denúncia etc.

Tais medidas aprecem ter a intenção declarada de criar factóides na imprensa, que pela repetição se sobrepõem à veracidade dos fatos apurados. Essa atitude, sustentar uma tese improvável diante de fatos incontestáveis que atestem sua veracidade, é o oposto do que se espera de uma investigação interessada em apurar a verdade, garantindo a legitimidade do processo  das provas obtidas.

Depois de tão graves conseqüências que já têm hoje seus equívocos sobre nossas vidas, imagino que deva ser realmente difícil reconhecer que, desde o princípio das investigações, a polícia trabalha sobre premissas falsas e não reconhece isso, por cegueira absoluta, algum tipo de interesse pessoal. Como sustentar uma imagem de competência, ainda que absolutamente irresponsável? Má fé? Custo a acreditar que esteja de fato mal-intencionada. Prefiro acreditar que esteja profundamente equivocada a respeito de si mesma e da forma como observa o que tem diante de si ao longo de todo este tempo.

Mais grave agora é que tendo sido revelado o fio da meada que poderá finalmente esclarecer o misterioso crime, mantém-se obsessivamente sustentando o que nunca existiu, distorcendo depoimentos, afirmando declarações que não se comprovam na leitura dos autos em seus relatórios e pronunciamentos. São mais de 5 mil páginas de inquérito inverossímil, construído de forma abusiva.

Em entrevista ao Correio, mais uma vez, a Dra. Mabel faz diversas afirmações, aparentemente fundamentadas por documentos e depoimentos que ou não existem ou não dizem o que ela afirma ao recontar a história de acordo com seus próprios interesses, que não aprecem ser o do esclarecimento dos atos. Num jogo de “recorte e cole em outro lugar”, alterando as justificativas dadas para os fatos, habilidosa e maldosamente, reescreve a realidade, numa ficção macabra. Apesar de construir uma narrativa aparentemente coerente, não preserva os depoimentos e os fatos apurados.

22/09/2010

Daniel Cunha – amigo de Adriana

Filed under: Cartas — by amigosdeadrianavillela @ 12:40

Carta a minha amiga Turyna (Adriana Villela)

Querida,
queria escrever sobre a incompreensão. Sobre a dificuldade de se fazer perceber no mundo. Sobre o lugar que nos colocamos por sermos quem somos em relação ao que o outro vê. Porque se dizemos algo que está sendo entendido de outra maneira, estamos nos revelando de uma perspectiva que foge ao nosso domínio.
Até que ponto posso realmente chegar até alguém. Quão perto posso verdadeiramente estar de alguém. E qual a distância que me encontro agora de quem pretendo me aproximar. Com o coração livre e com coragem podemos, pelo menos, tentar responder.
Outro dia resolvi caminhar no escuro e sentir o que pode sentir quem não tem como enxergar realmente as coisas. E, ao mesmo tempo em que tateio por algo, buscando discernimento, entendimento, compreensão, apreensão da realidade, sei que também outras pessoas não podem me enxergar porque não me vêem.
Turyna, está tudo aparentemente escuro. Alguém apagou a luz lá fora. Mas aqui, entre os seus, estamos nos ajudando pra manter a nossa percepção viva do que somos e sentimos. Aqui entre quem está em busca de iluminação e verdade, vamos nos ajudando pra irradiar nossa força.
A distorção causada por essa falsa escuridão é grande. O erro caminha lado a lado com sombras que deturpam. E a injustiça se constrói de forma dramática. A injustiça é quando tudo se volta contra o que realmente é – por não querer ver, ou por não ter olhos pra ver. Que olhos são esses que te olham nesse teatro obscuro de investigação?
Quantos te conhecem, quantos te amam e esperam, diante do óbvio, que a vida seja exatamente o que você gosta de fazer, transformar, reciclar, tentando criar um ambiente onde as relações entre as pessoas sejam mais bonitas.
É duro quando alguém é colocado no lugar de bode expiatório. Ou quando é vítima de um tremendo engano. Que a nossa cidade, o nosso país, o nosso mundo, que ninguém, nunca, precise ser acusado de um crime que não cometeu.

Daniel Cunha

21/09/2010

Adriana Villela – agradecimento

Filed under: Cartas — by amigosdeadrianavillela @ 13:09

15/09/2010                                         agradecimento texto sensível

 Prezada Conceição Freitas,

Soube da publicação de seu texto, ainda na Colméia, por meu advogado emocionado por suas palavras e iniciativa corajosa.

Normalmente procuro manter uma distância regulamentar da vida conforme noticiada pelos jornais e irradiada nas ficções da TV. Uma recusa consciente, que visa preservar minha crença nas possibilidades humanas de construção de um mundo novo, onde o amor sobreviva-nos e a paz prevaleça. Um tipo de avestruz silvestre auto cultivada, não permito a cultura predominante se infiltrar desavisadamente em minhas veias abertas da esperança. Entre as poucas colunas e entrelinhas impressas que me permito, aqui e ali, leio o que você escreve, porque gosto de sua visão, despretenciosamente enriquecendo nossa narrativa cotidiana.

 Enquanto não se esclarecem os fatos infundadamente imputados sobre alguém que poderia talvez ser eu (não sou essa pessoa que noticiam por ai), fica um pouco difícil falar por mim. Mesmo assim, a voz meio enfraquecida, gostaria de tentar. Restaurar minha confiança de que ainda existe imprensa responsável, dentro da irresponsabilidade irrestrita da corrida midiática pelo protagonismo das informações, que cobra seu preço: imprecisão, difamação, desinformação, sem responsabilização.

 Quero lhe agradecer sua coragem em apresentar seu sensível e coerente voto de confiança em minha inocência, quando aparentemente toda a imprensa navegava muito pelo contrário, irresponsável, equivocada, lamentavelmente perdida do que se chama informação pública. Sua publicação foi a primeira matéria crítica e séria sobre o assunto, antes mesmo da Carta Capital, trazendo um novo olhar e uma perspectiva que contemplava outro ponto de vista, sendo que sequer tinha me ouvido (talvez algum amigo meu), quando a revista, na verdade, já tinha me ouvido uns dias antes. Seu protagonismo, eu chamo de coragem, ética e dignidade. Pelo que, em nome de minha família e amigos, em nome dos que querem que esse crime ainda se esclareça, eu lhe agradeço.

 Eu te agradeço, porque de fato não tenho nada a ver com o crime que vitimou meus pais e amiga: apesar do que a polícia diz, eu não teria qualquer interesse nisso, jamais. Perdi e continuo perdendo muito pela forma como a polícia e a imprensa vem conduzindo  a questão. Eu lamento muito nossa grande perda, muito, muito mais do que as palavras podem tentar dizer. Sinto, sofro, gostaria de esclarecer. 

Ainda assim, insisto em perdoar, para que eventualmente não sobre rastro dessa violência dentro de minha família, agora ou em algum outro futuro, outras gerações, outras vidas: eu não saberia bem explicar minhas crenças sobre reencarnação. Apenas sinto medo de que algum tipo de ressentimento pelo que nos acontece agora talvez levasse o mal a perdurar em suas vestes sempre renovadas. Assim, desde que irremediavelmente tomei consciência da fatalidade embrutecida que nos aconteceu a todos, especialmente a meus pais e Francisca, que mentalmente eu os envolvo em luz, pedindo a Deus as forças do Amor para ser capaz de, em nome de toda a minha família, perdoar tudo o que aconteceu em nossa casa (até ali, tranquila e segura) e seguir cuidando de toda nossa família de agora em diante, como teria feito minha própria mãe. Como eles gostariam de que fizessemos.

Querida mãe, cuidadosa mãe. Com quem eu tinha conflitos, indissociáveis dos afetos profundos por aqueles que mais amamos, quando são ideologicamente diferentes de nós. Meu pai dizia sempre que éramos muito parecidas (fator gerador de conflitos?). Não vou tentar explicar-lhe naturais e complexas relações familiares em tão poucas linhas. Posso garantir que nossas relações são (ainda agora) de profundo amor e cuidado recíproco, apesar dos atritos naturais, comuns a tantas famílias de ascendência italiana ou portuguesa, miscigenada com índios e negros deste Brasil.

Também preciso dizer (mesmo que vc não precise acreditar em mim) que nunca conheci tal medium. A primeira vez que ouvi falar dela, bem depois de a Dra Marta ter dito que havia encontrado os suspeitos com a chave “guiada pelo espírito de meu pai”, esclarecendo noutra oportunidade que com isso queria dizer: “com a ajuda de uma médium, que teria sido guiada pelo espírito de meu pai”. Só descobrindo que era uma médium que participava de pesquisas na UnB pelas notícias do jornal de abril/maio deste ano. A primeira vez que vi o rosto da Sra Rosa publicado, no Correio Brasilense, foi depois de a polícia ter (vou chamar de) “invadido” minha casa por força de um mandado de busca e apreensão, sem os fortes motivos fundados que deveriam dar-lhe motivação: imediatamente demonstrada a irrealidade dos motivos alegados para sua decretação, isso não virou notícia.

Assim como tb não é fonte de notícia a (no mínimo) negligência da polícia, quando o IML dá a partida queimando as roupas das vítimas e com elas as possíveis pistas/provas que poderiam levar aos verdadeiros assassinos. Eu mesma só soube disso lá pelos idos de fevereiro de 2010, ao perguntar se não haviam encontrado indícios sobre os assassinos nelas. Nessa ocasião, a polícia resolveu me contar esse fato como algo quase irrelevante para as investigações.

 Agora, depois de supor sem fundamento que eu teria envolvimento com a errática ação da própria polícia na primeira fase das investigações mandando me prender, mais uma vez sem que se sustentem suas alegações e hipóteses inverossímeis, se empenham em demonstrar o improvável, tomando como base pesquisa experimental publicada em uma revista científica: que minhas impressões digitais encontradas no armário de roupas de cama de minha mãe e no armário de brinquedos do quarto em que eu vivi tempos atrás, provavelmente feitas muitos dias antes do crime, meses talvez, teriam sido evntualmente realizadas na fatídica noite do dia 28, em que eu definitivamente não estive lá. Tentam produzir a qualquer custo indícios contra mim, que não existem após longos meses de insistente perseguição.

Eu não estive no apartamento de meus pais na noite do dia 28 (a última vez que estive com eles, foi dia 13, no café da manhã, quando levei um presente de aniversário para meu pai), porque se tivesse ido lá, por exemplo para jantar com meus pais (como cheguei a pensar em fazer naquele dia, desisitindo em seguida), mais provável é que tivesse tido o mesmo destino trágico de meus queridos pais e amiga. Neste caso, apesar de minha filha imaginar que eu poderia ter eventulmente “salvado eles”, com alguma certeza, posso imaginar que eu não estaria escrevendo-lhe esta mensagem sem a intermediação de algum tipo de psicografia.

Em sintese, também tenho dificuldade de explicar como surgem e se reinventam os sucessivos equívocos nas investigações. Quando lemos os autos, a forma como se constrói e se auto-justifica o raciocínio da polícia é assustador: kafka perde para essa triste realidade. Se obedecem a um tipo de ensaio sobre a cegueira, que insiste em não se reconhecer apesar do que eles já não tem como não ver, ou se é um raciocínio atraido pela necessidade de omitir algo ainda mais grave do que uma simples irresponsabilidade no desempenho de funções públicas, apesar das consequências gravíssimas na vida de todos nós. Como diriam meus amigos em sua manifestação indignada: “A quem interessa incriminar Adriana Villela?”

Certamente interessa aos verdadeiros criminosos, que assim ficam relativamente inocentados, pelo menos perante a justiça dos homens. Além dos danos morais irreparáveis à minha vida de de minha família, garantem que os verdadeiros culpados não sejam sequer investigados, quanto mais respondam pelos crimes. Os assassinos e a polícia em sua atuação no mínimo erratica em diversos momentos das investigações, em que se omitiram, se preciptaram, se equivocaram, se excederam, se desresponsabilizaram, etc etc etc.

Hoje acredito que só à força de sorte a polícia possa esclarecer o que de fato aconteceu na casa de minha família. Algo que surja por interceção direta de Deus. Algo que escape de algum lugar, dando pistas seguras a seguir. Ainda desejo confiar que seja possível sim, apesar da ação desastrosa que até aqui assisti.

Agradeço seu voto de confiança. Vc não vai se decepcionar comigo. Espero que tenha lido algumas das lindas mensagens publicadas no blog que seu texto ajudou a divulgar. Um antídoto poderoso para curar meu coração de tanta difamação e injustiça vividas. Todos nós agradecemos sua escolha de contribuir para evitar que uma grande injustiça seja cometida contra uma pessoa inocente. Especialmente eu, com a voz ainda embargada pela posição circunstancial, no que sob suspeita (fundamentada ou não), extremamente delicada. 

 “Isto também passará” e eu vou poder te agradecer com a plenitude de minha voz.

 sou-lhe muito grata

Adriana Villela

31/08/2010

Pedro Gordilho – Amigo da família Villela

Filed under: Cartas — by amigosdeadrianavillela @ 13:37

UM ANO SEM MARIA E JOSÉ GUILHERME
PEDRO GORDILHO

Um ano inteiro sem Maria e José Guilherme. Muitas lembranças, muita saudade, duas ausências que nos dilaceram o coração.

A maior parte da força deles era viva, presente, o amor envolvente que os unia pulsava por entre os que testemunharam sua irradiante aventura humana.

Os servidores da ordem do universo que sabem conduzir-se, como eles souberam, não precisam indagar de seus contemporâneos o que fazer, uma vez que são, eles próprios, uma grandiosa, modelar e completa unidade.

Almas sãs que estiveram sempre unidas ao justo, ao bem, ao verdadeiro, fazendo suas ações benignas transcenderem o circulo pessoal, siderando com saudável admiração aqueles que deles se acercavam.

Dentre as dádivas que a vida nos proporciona parece-me luminosa a profunda compreensão entre amigos fraternos, que subsiste na boa troca de bons ofícios e sadias palavras, cada qual estando certo de si e certo de amigo. É uma felicidade que inferioriza os outros prazeres, deixa marcas grandiosas, modelando, nos que ficam, as lembranças vivazes daqueles dois amigos indicadores de estrelas, adornadas de pensamentos, de ações, do trabalho profícuo.

Mas o espírito que nos guia e orienta exige uma vitoria, uma força do caráter que converterá os juízes, os tribunais, os agentes públicos e regerá as virtudes que haverão de prevalecer diante da insanidade dos que destroem vidas e dos que condenam sem provas.

Entendo que a capacidade de perdoar não é da natureza humana, é uma das qualidades de nossa natureza divina, como se colhe nas lições teologais de São Paulo. Ela está dentro de nós como uma dádiva de nossa luz interior.

Se desejamos libertar-nos do veneno das vinganças e da mágoa, basta que elevemos nossos corações em prece ao nosso Cristo interno e então estaremos cobertos da luz do perdão, que apaga nossas amarguras e nos concede o conforto da esperança.

São esses os sentimentos que me fazem portador da imensa saudade dos muitos amigos de Maria e José Guilherme.

25/08/2010

Declaração da família Villela

Filed under: Cartas — by amigosdeadrianavillela @ 17:09

“Manifestamos nosso absoluto repúdio às suspeitas absurdas lançadas sobre a nossa querida mãe e irmã, Adriana Villela. Com a aproximação do primeiro ano da perda de nossos pais e avós, nossa família vive um momento muito triste. Somado a esse grande pesar, os responsáveis pela crueldade cometida contra nós continuam livres e acobertados pelo manto da ineficiência das instituições que, em vez de aprofundar com rigor as investigações, procuram o caminho mais fácil, qual seja, o de impor o cerceamento da liberdade, sem nenhuma prova, a um nosso ente querido, mobilizando negativamente a opinião pública. Temos plena convicção da sua inocência e, por isso, a sua prisão tem nos causado uma dor indescritível. Lutaremos juntos, e iremos apoiá-la no que for preciso. Lamentavelmente, depois de quase um ano de investigações, em que também sofremos muitos e inaceitáveis constrangimentos, constatamos que há mais dúvidas do que certeza sobre a tragédia que se abateu sobre nossa família.”

Carolina Villela Perche e Augusto Villela

Fonte: Correio Braziliense

24/08/2010

Ex-ministro do TSE fala sobre a prisão de Adriana Villela

Filed under: Cartas — by amigosdeadrianavillela @ 21:32

Pedro Gordilho, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral e amigo da família Villela

“Na aproximação de 28 de agosto, coincidentemente um ano depois da morte dos dois amigos inesquecíveis e tão queridos Maria e José Guilherme Villela, sem um dado real a se oferecer àqueles que sofrem e que acompanham com grande pesar essa tragédia, eis que são decretadas prisões temporárias, inclusive a de Adriana Villela. Ela é inocente.
Os fatos apresentados são costurados a esmo, mediante conjecturas sem medida, visando ajustá-los a um objetivo pré-existente, como se uma investigação legítima tivesse início pela escolha do suspeito para depois se buscar a comprovação, a qual, estou absolutamente convicto, não será alcançada em tempo nenhum, diante da inocência de Adriana.
Na busca e apreensão realizada na residência de Adriana também foi assim. Na invasão não autorizada por ordem judicial ou de familiares do escritório profissional de Maria e José Guilherme — denunciada à época — o mesmo se deu. Um suposto clamor invisível, de um lado. De outro, o exercício abusivo dos poderes do Estado.
Agora, temos a prisão temporária de Adriana Villela — dedicada, prestante, colaboradora espontânea e incansável nas investigações policiais — em face de uma infundada suspeita de obstrução. Os juízes haverão de reparar tais procedimentos erráticos, que ofendem, quando denunciados, até mesmo o senso comum. A injustiça feita a um ser humano é uma ameaça feita a toda a humanidade.”

Manifesto em defesa de Adriana Villela

Filed under: Cartas — by amigosdeadrianavillela @ 20:41

Brasília, 20 de agosto de 2010.

Nós, amigos de Adriana Villela, viemos a público mostrar nossa indignação com os últimos acontecimentos que afetam a vida de nossa querida amiga e declarar que acreditamos na sua inocência no caso da morte de seus pais.

Adriana é uma pessoa muito querida pelas pessoas que a cercam. Dedica sua vida e criatividade à transferência de tecnologias inclusivas a pessoas de baixa renda com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dessa população.

Em sua luta por um mundo melhor, Adriana é a favor do desarmamento da sociedade e da plena realização dos direitos humanos. Almeja um mundo sem violência, com habitação e dignidade a todas as pessoas.

Quem a conhece, sabe. É uma pessoa generosa, amiga e dedicada aos amigos e ao trabalho. Nunca foi ligada a dinheiro ou poder. Seus pais a apoiavam no seu trabalho e tinham orgulho da filha, apesar de existirem conflitos, como em toda família: a própria formação da Adriana que não optou pelo direito como desejado por eles e sim pela arquitetura e pela arte, preferindo ficar longe do mundo da advocacia.

Adriana sempre foi muito grata aos pais por terem apoiado e ajudado a criar sua única e amada filha, após o acidente de moto que levou à morte de seu companheiro. Também amava e tinha muito respeito por Francisca, pessoa que auxiliou na criação de sua filha.

Além disso, desfrutava plenamente da herança dos pais que, quando vivos, repassavam mensalmente boa parte de seus dividendos aos filhos e netos.

Adriana tem um espírito repleto de religiosidade e acredita que Deus se manifesta na natureza e em todas as coisas belas. Ela adora crianças, que ao conhecê-la, sentem uma empatia imediata (e há melhores juízes?).

Por essas razões, nós amigos da Adriana, por termos conhecimento de sua boa índole, acreditados que ela não está envolvida com o terrível crime contra seus pais. Acreditamos que o depoimento de todos aqueles, amigos e familiares, que atestam por sua inocência, foram desconsiderados no processo de investigação que vem tentando incriminá-la.

Confiantes na Justiça, manifestamos nossa solidariedade a Adriana Villela.

Assinam os amigos:

Adeildo Bezerra, Alba Silva Anastacio Soares, Aldo Ricchiero,  Alessandra Ninis, Alexandra Reschke, Aluízio Carvalho, Ana C. Silva, Ana Carla Machado Leite, Ana Carolina Lamy,  Ana Carolina Seixas.  Ana Florência Martins Ungarelli, Anna Izabel Costa Barbosa, Ana Maria Castro Borges, Ana Virginia M Castelo, André Ricardo Vieira Alves, Andrea Azevedo,  Arthur Cymerman Asnis, Bodhi Henrique, Bruno Amorim Macial, Bruno  Michelotto, Cassua Benevides, Cecília Carneiro, César Ungarelli, Christiane Abreu Meiçó, Christina Maria Wolfensberger, Cintia Falkenbach, Claudia Dorneles, Cláudia Mello, Claudia Maria Soares Bugarin, Claudio Albuquerque Frate, Daniel Cunha Rego, Daniela Stieff da Silva Tostes, Daniella Goulart, Déborah Dornellas, Denise Camargo Silva, Diana Coutinho, Dione Gomes Bezerra, Dioclécio Luz, Dolores Wandscheer, Dumara Lima, Edna Maria Telles, Edson Araújo Cabral, Elizio Costa, Evangelina Albanezi, Fábia Pereira Lins – Shamaa, Fatah Mendonça, Fátima Lisboa Nascimento, Fernanda Sampaio, Fernando Villar, Filipe Ungarelli, Flávia Camargo de Araújo, Francisco Osler, Gabriel Ferreira Dias Mesquita, Gabriel Wolfensberger Guadalupe, Geraldo Vieira Filho – Bhaskar, Graziela Ayres Ferreira Dias, Guilherme Raulino, Gustavo Lopes Bezerra, Heloisa Amélia Caiado, Heloisa Covolan, Heloisa Gappmayerr Biscaia, Ida Ilona Wolfensberger, Ignacio Muñoz Cristi, Igor Homem de Carvalho, Isabel de Freitas Paula, Jane Canaparro da Cunha, João Antonio de Lima Esteves, José Khabir Rodrigues Gaiarsa, José Carlos Simões, Julia Silveira Piva, Julia Staveland Spomberg, Juliana de Rezende Penhaki, Juliana Lopes Magalhães, Junia Maria M Castelo, Karina Staveland, Kátia Sisson Fortuna, Leandro Nunes Azevedo, Leo Sykes, Louise Henriques Ritzel, Lia Molinari, Liliane Catherine Wolfensberger, Lindzai Santa Rosa, Livia Penna Firme Rodrigues, Lydia Rebouças, Luciana Monteiro Pessina, Luciano Porto, Ludmila Achkar Petrillo (Mila Petrillo), Luis Eduardo M Castelo, Luiz Antonio Rodrigues Elias, Luiz Eduardo da Silva Tostes, Luiz Martins Ungarelli, Luiz Orlando Algarra, Luiz Vinicius Schornbaum Guadalupe, Malú Pimenta, Márcia Duarte, Marcia Godoy, Márcia Maria Freitas e Silva -Tárika, Marcos Mueller Schlemm, Margareth Oliveira de Souza, Maria Clara Reschke Stanislau Affonso, Maria Eugênia Vieira Martins, Maria Fernanda T. da Costa, Maria Giovanna Guimarães, Maria Inês Martinez Wolfensberger, Maria Luiza Flaminio, Mariana Lemes Novais, Marina Siruffo Prado de Lima, Mario Rique Fernandes, Marlene Clara Wolfensberger, Marli Guedes da Costa, Maristela Paiva, Maurice Jacoel, Mauricio Villela, Nazareno Sposito Neto Stanislau Affonso, Nina Staveland Spomberg, Nina Flor da Silveira, Obdulia Almeida Belmonte, Olivia Monteiro Ferraz Christakou Fusaro, Patrick Groesner, Paul Richard Wolfensberger, Paula Simas, Paulo Ferrari, Pedro Gomes da Silva, Pedro Mello Poppe, Pedro Staveland Porto, Priscilla Frernandes, Rachel Siruffo Prado, regina Celia Rodrigues, Regina Coeli Monteiro Ferraz, Renata Carvalho, Renata Reis, Renata Consuelo Monteiro Ferraz, Renée Gunzburger Simas, Ricardo Ayres Ferreira Dias, Rodrigo Melo, Rômulo Pinto Andrade,  Ronaldo de Moraes – Champak, Ronaldo Lindau Dienstmann, Rosane Torres, Rosângela Percicotti, Rose May Carneiro, Selma Mendonça Silveira,  Selma Virgínia Gonzaga da Silva, Sergio Pamplona, Shirley Gomes, Silvia Lemos Mota, Stella Maria Staveland Xavier, Susana Hamilton, Susanne Dinder, Tadeu Queiroz, Tatiana Reschke, Telma Firme, Teresinha Queiroz, Tereza de Souza, Uta Bodewig – Samvara, Vera Lucy Germano Severo Barrozo, Verônica Gomes da Silva , Victor de Souza Magalhães, Vinicius Carlos Carvalho, Virginia Vianna, Viviane Carvalho Pinheiro – Dhandhara, Zuleika de Souza.

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.